Ivânia paquete

Ivânia paquete

n. 2001 -- --

Poetisa

n. 2001-02-23, Maputo

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EU NÃO SINTO, QUEM SENTE ÉS TU!



Quis-te única e ofegante 
Uivando batidas estáticas 
Do prazer que roubava-te a vida!
 
Quis-te singela e trêmula 
Vomitando o líquido bebido a força!
Quis sentir os zum-zuns 
Das dores de ti
E golpear o cupido levianamente.
 
Quis tocar os zumbidos frenéticos 
Do suco fonético banhado no teu corpo!
 
Quis beber da melancolia 
Que sucumbia-te o pensar!
Talvez assim entenderia o teu silêncio,
Sentiria os gritos metamórficos 
Que entrelaçam-te a consciência.
Abominaria o ímpio homem que te castrou o sorriso 
E como tu, choraria por dentro e viveria a morte de mim.
 
Afinal eu não sinto, quem sente és tu!
 
Ivânia Paquete
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Poemas

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EU NÃO SINTO, QUEM SENTE ÉS TU!



Quis-te única e ofegante 
Uivando batidas estáticas 
Do prazer que roubava-te a vida!
 
Quis-te singela e trêmula 
Vomitando o líquido bebido a força!
Quis sentir os zum-zuns 
Das dores de ti
E golpear o cupido levianamente.
 
Quis tocar os zumbidos frenéticos 
Do suco fonético banhado no teu corpo!
 
Quis beber da melancolia 
Que sucumbia-te o pensar!
Talvez assim entenderia o teu silêncio,
Sentiria os gritos metamórficos 
Que entrelaçam-te a consciência.
Abominaria o ímpio homem que te castrou o sorriso 
E como tu, choraria por dentro e viveria a morte de mim.
 
Afinal eu não sinto, quem sente és tu!
 
Ivânia Paquete
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Mar morto

Sou mar morto
Mar sem onda
Mar agressivo
Em passividade
Mar corrompido
Perdendo a correnteza.
 
Sou mar morto
Mar destruido que destrói 
Mar ávido beijando a solidez
Travada na angustia...
 
Sou mar quebrado
Mar dominado
Mar morto pelo maremoto.
 
Ivânia Paquete
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