Lista de Poemas
Derme
Abaixo da pele há um desgosto impermeável,
Que não vasa suor nem dor.
Por dentro incicatrizável,
Por fora fingidor.
Abaixo da pele há um rio represado,
Onde a nostalgia mergulha.
Ora afunda no passado,
Ora emerge em borbulhas.
Abaixo da pele há alguém que respira,
O ar rarefeito de afetos despovoados.
Mascara a face da Ira.
Ira dos esquartejados.
Abaixo da pele há quem suporta,
Os dias de solidão calada.
Onde a tristeza abre a porta,
O que entra é a sombra do nada.
Que não vasa suor nem dor.
Por dentro incicatrizável,
Por fora fingidor.
Abaixo da pele há um rio represado,
Onde a nostalgia mergulha.
Ora afunda no passado,
Ora emerge em borbulhas.
Abaixo da pele há alguém que respira,
O ar rarefeito de afetos despovoados.
Mascara a face da Ira.
Ira dos esquartejados.
Abaixo da pele há quem suporta,
Os dias de solidão calada.
Onde a tristeza abre a porta,
O que entra é a sombra do nada.
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Infância
Ainda somos adultos, mas prometo!
Que quando a gente crescer e virar criança,
Nenhuma palavra substituirá nosso olhar.
Seremos silêncio, que fala e alcança.
Correremos pelo quintal de nossos corações,
Como bons anfitriões da vida.
Vestidos de sol e bebendo chuva,
Na tarde lúdica e aguerrida.
Nenhum temor de sombra haverá,
Quando minha mão tocar a tua,
Leve, e aceitar a dança infinda.
Face a face, na pele macia e nua.
Ouviremos apenas murmúrios,
De nossas bocas divertidas.
Nas línguas, o gosto de nós,
Depois, outras investidas.
Outras brincadeiras, mais risos.
Brincar é coisa séria e apraz,
Quando se guarda no peito, anjos,
Que tingem o tempo de paz.
Nos dias que seguirão azuis,
Onde há sonho e sonhador.
Deitaremos na mais verdinha grama
E nasceremos flor.
Que quando a gente crescer e virar criança,
Nenhuma palavra substituirá nosso olhar.
Seremos silêncio, que fala e alcança.
Correremos pelo quintal de nossos corações,
Como bons anfitriões da vida.
Vestidos de sol e bebendo chuva,
Na tarde lúdica e aguerrida.
Nenhum temor de sombra haverá,
Quando minha mão tocar a tua,
Leve, e aceitar a dança infinda.
Face a face, na pele macia e nua.
Ouviremos apenas murmúrios,
De nossas bocas divertidas.
Nas línguas, o gosto de nós,
Depois, outras investidas.
Outras brincadeiras, mais risos.
Brincar é coisa séria e apraz,
Quando se guarda no peito, anjos,
Que tingem o tempo de paz.
Nos dias que seguirão azuis,
Onde há sonho e sonhador.
Deitaremos na mais verdinha grama
E nasceremos flor.
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