Epílogo
Poeta de mão cheia
e bolso sempre vazio.
Adulado por mil tapinhas nas costas,
açodado por aplausos e elogios.
Mas, na alcova, em cima da cama,
descansa enterrado vivo
sobre os fósseis amontoados
das capas de seus próprios livros.
Poeta e Jornalista, autor de 4 livros, além de participações em importantes antologias nacionais. Idealizador de movimentos literários e coordenador do Projeto Laboratório Poético, "LaB Poético".
Poeta de mão cheia
e bolso sempre vazio.
Adulado por mil tapinhas nas costas,
açodado por aplausos e elogios.
Mas, na alcova, em cima da cama,
descansa enterrado vivo
sobre os fósseis amontoados
das capas de seus próprios livros.
Poeta de mão cheia
e bolso sempre vazio.
Adulado por mil tapinhas nas costas,
açodado por aplausos e elogios.
Mas, na alcova, em cima da cama,
descansa enterrado vivo
sobre os fósseis amontoados
das capas de seus próprios livros.
Posto que é de certo o indivíduo
Há de ser o nome de seu Deus
Morte da metade do menino
Vivo enquanto o parto se perdeu.
No céu do átrio combalido
Não se reza a favor de quem morreu
Mármore sagrado e divino
O menino de tão rápido cresceu
Vendo como vês o seu destino
Passaram-se e a todos percebeu
A imagem que afronta seus princípios
De quem fala que o milagre aconteceu
Enquanto os percalços do caminho
Apontavam aos vencidos quem venceu
Tudo que de mim invade
Esvai no corpo em desabrigo
E limpa alva a mais pele suja
De morrer, na culpa, apodrecido.
Lividamente sabem:
a cor é o sinal do sacrifício
De quem na vida não mede coragem
De sangrar veneno até secar retinto.
As manchas ocas das marcas quase
Não mostram o medo dos secretos
Gritos
Que do silêncio entre os ecos saem
A dor das vozes que me querem
Ouvido.
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