Biografia
Hamilton Valentim , nascido aos 20 de setembro de 1990. Escreve desde cedo , É angolano . Nascido em Luanda , mas de ascendência mukongo, pais do Zaire e Uíge . Escreve poemas , romance e crônicas . Sobre a fugacidade da vida, a tragedia social africana , as questões filosóficas e existênciais.
Lista de Poemas
Total de poemas: 2
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Enquanto a vida adormece.
ENQUANTO A VIDA ADORMECE
Escrever sobre o amor
É escrever sobre ti .
É como colher flores
Sujar as mãos com o latejar
Do desejo inglório.
Que renasce
Adormece.
Mas não morre .
Escrever sobre o amor
É escrever sobre o que sou
Quando não estás
Sobre o que fica
Quando te vais .
Sobre o silêncio
Que canta alto
E ensurdece o clamor
Sobre o beijo
Suave no toque
Dos lábios trêmulos
Escrever sobre o medo
É escrever sobre o amor
Porque sei que nos perderemos
Porque a vida é fugaz
Porque o tempo é de ninguém
Porque Deus se diz seu dono
Porque a vida sempre adormece.
Encantada .
Pelo perfume da morte .
Escrever sobre o amor
É escrever sobre ti .
É como colher flores
Sujar as mãos com o latejar
Do desejo inglório.
Que renasce
Adormece.
Mas não morre .
Escrever sobre o amor
É escrever sobre o que sou
Quando não estás
Sobre o que fica
Quando te vais .
Sobre o silêncio
Que canta alto
E ensurdece o clamor
Sobre o beijo
Suave no toque
Dos lábios trêmulos
Escrever sobre o medo
É escrever sobre o amor
Porque sei que nos perderemos
Porque a vida é fugaz
Porque o tempo é de ninguém
Porque Deus se diz seu dono
Porque a vida sempre adormece.
Encantada .
Pelo perfume da morte .
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Licor de amarula.
O trabalho e os homens
As mudanças nas paisagens
Tecidas por mãos sujas
E rostos suados .
A cidade não é na verdade
Um lugar próspero para todos
Há nela os que comem
Do trabalho de outros.
Os outros sem nomes
E rostos suados .
E mãos sujas de labor
E vazias de bonança.
Caminham cabisbaixos
Mergulhados no caldo de sol ameno
Morrendo lá no horizonte
Aonde quem come do seu suor
Aprecia a tarde encantado
Com Olhos limpos de ternura
Restos de choco grelhado
À beira do prato.
No copo envidraçado
Licor de Amarula.
As mudanças nas paisagens
Tecidas por mãos sujas
E rostos suados .
A cidade não é na verdade
Um lugar próspero para todos
Há nela os que comem
Do trabalho de outros.
Os outros sem nomes
E rostos suados .
E mãos sujas de labor
E vazias de bonança.
Caminham cabisbaixos
Mergulhados no caldo de sol ameno
Morrendo lá no horizonte
Aonde quem come do seu suor
Aprecia a tarde encantado
Com Olhos limpos de ternura
Restos de choco grelhado
À beira do prato.
No copo envidraçado
Licor de Amarula.
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