Lista de Poemas
Poema – Depressão
Poema – Depressão
Estive ao seu lado em suas
noites de insônia
E quando você se sentiu sozinho
e clamou aos deuses
quem atendeu suas preces fui eu
Caminhei ao seu lado
durante noites infernais
Mas ao contrário da sua sombra
eu não te abandonei na escuridão
Roubei a sua alma
e conquistei a sua fé
Sou o seu novo Deus
você queira ou não
Fiz ateus dobrarem os joelhos
e cristãos clamarem pelo diabo
Dancei na frente de judas
quando ele se arrependeu
pelos seus pecados
Tomei o sangue dos seus pulsos
quando você o dilacerou pela
última vez
Eu sou o monstro que
te impede de viver
A voz presa em sua garganta
querendo fugir desta prisão
A timidez rasgando suas vísceras
quando olhos de julgamento
te encaram em publico
Eu sou a insegurança
que faz você odiar o seu corpo
Transformo os seus sonhos
em pesadelos terríveis
que fariam de mim
o seu melhor amigo
Eu sou a corda
esmagando o seu pescoço
enquanto você se debate em agonia
Eu sou os olhares de pena
quando colocarem em você
camisas de força
O seu único companheiro
quando os remédios
não fizerem efeito
Te contarei piadas infames
que transformarão suas risadas
em gritos de dor
E quando tentarem falar de mim
para alguém
Farei da sua insegurança
um ninho de incertezas
até que a morte seja sua única amiga
Você irá implorar para que
eu te deixe em paz
Gritará pelas ruas para que
tirem a sua vida
como um ato de misericórdia
Farei com que todos aqueles
que te amam
se afastem e o deixem no limbo
E quando na mais negra escuridão
você se encontrar
tirarei também as suas esperanças
Pelas asas podres
de Ba‘al
o rei das moscas e das pestilências
Direi o meu nome em segredo...
Eu sou aquele
diante do espelho!
- Gerson De Rodrigues
Estive ao seu lado em suas
noites de insônia
E quando você se sentiu sozinho
e clamou aos deuses
quem atendeu suas preces fui eu
Caminhei ao seu lado
durante noites infernais
Mas ao contrário da sua sombra
eu não te abandonei na escuridão
Roubei a sua alma
e conquistei a sua fé
Sou o seu novo Deus
você queira ou não
Fiz ateus dobrarem os joelhos
e cristãos clamarem pelo diabo
Dancei na frente de judas
quando ele se arrependeu
pelos seus pecados
Tomei o sangue dos seus pulsos
quando você o dilacerou pela
última vez
Eu sou o monstro que
te impede de viver
A voz presa em sua garganta
querendo fugir desta prisão
A timidez rasgando suas vísceras
quando olhos de julgamento
te encaram em publico
Eu sou a insegurança
que faz você odiar o seu corpo
Transformo os seus sonhos
em pesadelos terríveis
que fariam de mim
o seu melhor amigo
Eu sou a corda
esmagando o seu pescoço
enquanto você se debate em agonia
Eu sou os olhares de pena
quando colocarem em você
camisas de força
O seu único companheiro
quando os remédios
não fizerem efeito
Te contarei piadas infames
que transformarão suas risadas
em gritos de dor
E quando tentarem falar de mim
para alguém
Farei da sua insegurança
um ninho de incertezas
até que a morte seja sua única amiga
Você irá implorar para que
eu te deixe em paz
Gritará pelas ruas para que
tirem a sua vida
como um ato de misericórdia
Farei com que todos aqueles
que te amam
se afastem e o deixem no limbo
E quando na mais negra escuridão
você se encontrar
tirarei também as suas esperanças
Pelas asas podres
de Ba‘al
o rei das moscas e das pestilências
Direi o meu nome em segredo...
Eu sou aquele
diante do espelho!
- Gerson De Rodrigues
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Poema – Lúcifer
Poema – Lúcifer
‘’ Enquanto os padres são
executados em praça pública
As freiras dançam
ao lado do diabo
Mas quem de fato
aproveitou a vida?
Os homens pedindo esmola
em frente as igrejas
Ou os padres enforcados
em crucifixos? ‘’
A depressão
que se alastra pelo meu corpo
faz de mim um santo
Preso em um paraíso
no qual todos os deuses
estão mortos
Enquanto eu me afogo
em sonhos
dos quais nunca irei realizar
Eu deveria dizer adeus
e com os pés descalços
e cheios de feridas
Caminhar sobre cacos de vidro
em busca do homem
que eu fui um dia
Eu deveria buscar
em cada um dos meus passos
sentido para esta depravação
que chamamos de vida
Mas o que seriam os sentidos?
Senão os motivos
pelos quais
não nos suicidamos;
Deveríamos aproveitar
cada segundo de nossas vidas
Transformando os dias
que sucedem o amanhã
em feriados que vangloriam
nosso próprio nome
Então rasguem suas bíblias
e transformem suas catedrais
em templos de orgia
Doem suas fortunas
aos pobres
Purifiquem suas almas
cometendo pecados
em seu próprio nome
Resgatem a criança que vive
em seu interior
e brinquem com o Diabo
Mas jamais
permitam que te apontem
os dedos sujos
e zombem da sua dor
Quando duvidarem
das suas angustias
mostrem a eles os seus
pulsos cheios de sangue
Se disserem que
somente o amor dos deuses
podem salvá-los
Mostrem a eles
sua coroa de espinhos
Louvores e bênçãos
serão rogadas em seu nome
Mas só vão compreender
suas dores
Quando encontrarem
seus corpos podres
dependurados na parte
mais elevado do seu quarto
Ah...
Os nossos quartos...
Somente estas paredes frias
conhecem nossas dores
Então até que a morte
grite mais alto
do que a vida
Dançarei ao lado
das freiras
canções antigas
compostas pelo Diabo
E em hipótese alguma
deixarei que zombem
da minha dor
Pois eu sou o homem
pedindo esmola
em frente as suas igrejas...
- Gerson De Rodrigues
‘’ Enquanto os padres são
executados em praça pública
As freiras dançam
ao lado do diabo
Mas quem de fato
aproveitou a vida?
Os homens pedindo esmola
em frente as igrejas
Ou os padres enforcados
em crucifixos? ‘’
A depressão
que se alastra pelo meu corpo
faz de mim um santo
Preso em um paraíso
no qual todos os deuses
estão mortos
Enquanto eu me afogo
em sonhos
dos quais nunca irei realizar
Eu deveria dizer adeus
e com os pés descalços
e cheios de feridas
Caminhar sobre cacos de vidro
em busca do homem
que eu fui um dia
Eu deveria buscar
em cada um dos meus passos
sentido para esta depravação
que chamamos de vida
Mas o que seriam os sentidos?
Senão os motivos
pelos quais
não nos suicidamos;
Deveríamos aproveitar
cada segundo de nossas vidas
Transformando os dias
que sucedem o amanhã
em feriados que vangloriam
nosso próprio nome
Então rasguem suas bíblias
e transformem suas catedrais
em templos de orgia
Doem suas fortunas
aos pobres
Purifiquem suas almas
cometendo pecados
em seu próprio nome
Resgatem a criança que vive
em seu interior
e brinquem com o Diabo
Mas jamais
permitam que te apontem
os dedos sujos
e zombem da sua dor
Quando duvidarem
das suas angustias
mostrem a eles os seus
pulsos cheios de sangue
Se disserem que
somente o amor dos deuses
podem salvá-los
Mostrem a eles
sua coroa de espinhos
Louvores e bênçãos
serão rogadas em seu nome
Mas só vão compreender
suas dores
Quando encontrarem
seus corpos podres
dependurados na parte
mais elevado do seu quarto
Ah...
Os nossos quartos...
Somente estas paredes frias
conhecem nossas dores
Então até que a morte
grite mais alto
do que a vida
Dançarei ao lado
das freiras
canções antigas
compostas pelo Diabo
E em hipótese alguma
deixarei que zombem
da minha dor
Pois eu sou o homem
pedindo esmola
em frente as suas igrejas...
- Gerson De Rodrigues
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Poema - Samael
Poema - Samael
Certa vez um arcanjo
que havia sido expulso do paraíso
isolou-se em um profundo abismo
a escrever Poesias
A sua solidão
era como a morte de um buraco negro
primeiro extinguia-se toda a luz que existia em seus olhos
depois suicidava-se
na mais terrível escuridão
Nas auroras do tempo
uma jovem humana
tão bela quanto as canções angelicais
Mas tão triste
quanto ao suicídio de uma criança órfã
Se aproximou do solitário arcanjo
oferecendo a ele todo o seu amor
Durante dois dias
e duas noites
Amaram-se tão completamente
que as estrelas do universo
voltaram a brilhar
Não demorou muito
para que a escuridão voltasse a assombrar os seus corações
pois quando você passa muito tempo no abismo
a sua alma morre a cada segundo
Suas asas tornaram-se negras
e a escuridão em seu peito
afastou a única humana
capaz de amá-lo
Recluso no abismo
afogando-se em miséria
aceitou a solidão como a sua única companhia
Ela nunca foi capaz de deixa-lo
suas poesias conversavam com as suas lágrimas
E a distância em seus corações
os separavam de um amor impossível
A dor se transformou em angustia
e a tristeza em uma terrível tragédia
Ela se envenenou com as suas poesias
e ele a segurou em seus braços pela ultima vez
Existem muitas formas de morrer
mas nenhuma delas causa tanto sofrimento
quanto ao suicídio de um amor sincero
nos corações gélidos de uma alma decadente
A Culpa fez o arcanjo ir a loucura
batendo as suas asas ele viajou até o paraíso
e com as suas próprias mãos
matou todos os deuses
Caminhando descalço sobre o sangue
sagrado de cristo
enforcou com as tripas dos deuses
todos os homens
Espalhando a sua dor pelo mundo
ele se enforcou sobre o túmulo da sua amada...
- Gerson De Rodrigues
Certa vez um arcanjo
que havia sido expulso do paraíso
isolou-se em um profundo abismo
a escrever Poesias
A sua solidão
era como a morte de um buraco negro
primeiro extinguia-se toda a luz que existia em seus olhos
depois suicidava-se
na mais terrível escuridão
Nas auroras do tempo
uma jovem humana
tão bela quanto as canções angelicais
Mas tão triste
quanto ao suicídio de uma criança órfã
Se aproximou do solitário arcanjo
oferecendo a ele todo o seu amor
Durante dois dias
e duas noites
Amaram-se tão completamente
que as estrelas do universo
voltaram a brilhar
Não demorou muito
para que a escuridão voltasse a assombrar os seus corações
pois quando você passa muito tempo no abismo
a sua alma morre a cada segundo
Suas asas tornaram-se negras
e a escuridão em seu peito
afastou a única humana
capaz de amá-lo
Recluso no abismo
afogando-se em miséria
aceitou a solidão como a sua única companhia
Ela nunca foi capaz de deixa-lo
suas poesias conversavam com as suas lágrimas
E a distância em seus corações
os separavam de um amor impossível
A dor se transformou em angustia
e a tristeza em uma terrível tragédia
Ela se envenenou com as suas poesias
e ele a segurou em seus braços pela ultima vez
Existem muitas formas de morrer
mas nenhuma delas causa tanto sofrimento
quanto ao suicídio de um amor sincero
nos corações gélidos de uma alma decadente
A Culpa fez o arcanjo ir a loucura
batendo as suas asas ele viajou até o paraíso
e com as suas próprias mãos
matou todos os deuses
Caminhando descalço sobre o sangue
sagrado de cristo
enforcou com as tripas dos deuses
todos os homens
Espalhando a sua dor pelo mundo
ele se enforcou sobre o túmulo da sua amada...
- Gerson De Rodrigues
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Poema - Insônia
São três horas da manhã
e eu não consigo dormir
Encaro o vazio
com a mesma paixão que judas
encarou a crucificação de cristo
Mudo
completamente mudo!
Nos devaneios de um inquietante silencio
a minha mente flerta com ideias suicidas
que se reveladas
trariam mais miséria ao mundo
Nas auroras dos meus pensamentos
o universo se curva sobre a minha vontade
e a minha mente não se cala nem por um segundo
Por fora sou um homem apático
frio como se nunca pensasse em nada
calado como um homem mudo que vendeu sua alma ao diabo
Eu me levanto e vou até o banheiro
encaro no espelho a figura de um homem morto
O que é a morte para quem nunca viveu?
Naquele quarto sozinho
eu sou deus
sobre um reino de baratas e desprezo
Das minhas janelas eu escuto os pássaros cantarem
mas é impossível
a última vez que eu olhei o relógio
eram três horas da manhã
Abro as janelas assustado
e vejo uma rua repleta de gente
pessoas dos mais diversos tipos
O barulho das correntes em seus pés me deixam louco
não adianta gritar para avisá-los
eles não podem vê-las
tampouco escuta-las
Passei a madrugada inteira pensando
e não vi a hora passar
eu deveria estar surpreso
mas isso acontece todos os dias
Fecho a janela para não escutar as correntes
ou os gritos dos deuses a clamarem pelo meu nome
Eu moro sozinho
desligo o telefone para não me procurarem
Volto para cama
aonde eu afogo todos os meus sentimentos
compartilhando com o nada as minhas dores
E sem que eu perceba
adoeço todos os dias
com a maldição de viver
Eu deveria ligar para os meus pais
e dizer que está tudo bem
mas eles morreram quando eu tinha dezesseis
e desde então estou sozinho no mundo
Todos os meus amigos se afastaram de mim
mas não posso culpa-los
quem seria amigo de um homem insano?
Penso todos os dias em suicídio
a primeira vez que eu pensei eu tinha doze
Levanto da cama e amarro um lençol
na parte mais alta do quarto
E encaro a mim mesmo
dependurado com os meus pés
tentando tocar o chão
mas já era tarde demais para rezar
o diabo havia tocado a minha alma
São três horas da manhã
e eu não consigo dormir...
- Gerson De Rodrigues
e eu não consigo dormir
Encaro o vazio
com a mesma paixão que judas
encarou a crucificação de cristo
Mudo
completamente mudo!
Nos devaneios de um inquietante silencio
a minha mente flerta com ideias suicidas
que se reveladas
trariam mais miséria ao mundo
Nas auroras dos meus pensamentos
o universo se curva sobre a minha vontade
e a minha mente não se cala nem por um segundo
Por fora sou um homem apático
frio como se nunca pensasse em nada
calado como um homem mudo que vendeu sua alma ao diabo
Eu me levanto e vou até o banheiro
encaro no espelho a figura de um homem morto
O que é a morte para quem nunca viveu?
Naquele quarto sozinho
eu sou deus
sobre um reino de baratas e desprezo
Das minhas janelas eu escuto os pássaros cantarem
mas é impossível
a última vez que eu olhei o relógio
eram três horas da manhã
Abro as janelas assustado
e vejo uma rua repleta de gente
pessoas dos mais diversos tipos
O barulho das correntes em seus pés me deixam louco
não adianta gritar para avisá-los
eles não podem vê-las
tampouco escuta-las
Passei a madrugada inteira pensando
e não vi a hora passar
eu deveria estar surpreso
mas isso acontece todos os dias
Fecho a janela para não escutar as correntes
ou os gritos dos deuses a clamarem pelo meu nome
Eu moro sozinho
desligo o telefone para não me procurarem
Volto para cama
aonde eu afogo todos os meus sentimentos
compartilhando com o nada as minhas dores
E sem que eu perceba
adoeço todos os dias
com a maldição de viver
Eu deveria ligar para os meus pais
e dizer que está tudo bem
mas eles morreram quando eu tinha dezesseis
e desde então estou sozinho no mundo
Todos os meus amigos se afastaram de mim
mas não posso culpa-los
quem seria amigo de um homem insano?
Penso todos os dias em suicídio
a primeira vez que eu pensei eu tinha doze
Levanto da cama e amarro um lençol
na parte mais alta do quarto
E encaro a mim mesmo
dependurado com os meus pés
tentando tocar o chão
mas já era tarde demais para rezar
o diabo havia tocado a minha alma
São três horas da manhã
e eu não consigo dormir...
- Gerson De Rodrigues
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Poema – Memórias póstumas
Poema – Memórias póstumas
Quando eu disser
que me cansei de todas as coisas
não tentem me salvar
Deixem-me cortar os meus punhos
e sangrar até a luz do meio dia
Quando perceberem
que já estou morto
Transformem este dia
em um feriado santo
Batizem os seus filhos
em meu sangue
Exibam o meu corpo
em um altar de glória e poder
Profiram mentiras em meu nome
lembrem-se de memórias das quais
eu nunca vivi
E tampouco
gostaria de tê-las vivido
Coloquem flores
sobre o meu tumulo
Gritem por todos os cantos
o quanto sentem a minha falta
Digam
‘’Amo-te mais do que todas
as coisas’’
Enquanto olham as minhas velhas
fotografias de momentos dos quais
poderiam ter me dito tais palavras doces
Sim! Ascendam velas
em meu nome
Digam aos meus parentes e amigos
que sentem a minha falta
Mas por favor
esqueçam das vezes
das quais eu estava ao seu lado
Esqueçam de uma vez por todas
todos os passos frios que dei por
estas ruas vazias e cheias de ódio
Não lembrem-se das minhas
unhas arranhando estas paredes sujas
enquanto clamava por ajuda
Fechem os olhos e tampem os ouvidos
tal como fizeram das vezes
que supliquei em lágrimas
Lembrem-se das poucas
vezes em que eu fui capaz de sorrir
Ah (...)
quando eu caminhar
em direção aos vales distantes
Não culparei nenhum de vocês
por não compreenderem os meus demônios
Apenas deixarei que lembrem-se
das vezes que os transformei em canções poéticas
para os seus ouvidos surdos!
Não se preocupem com as lágrimas
ou com as dores do meu ato final
Continuem rezando
para os seus deuses de mentira
Vivendo suas vidas vazias
e cheias de fortuna
Continuem!
suplico que continuem!
em suas guerras ideológicas
Esqueçam aqueles que como eu
morreram abraçando suas próprias pernas
Esqueçam-me de uma vez por todas
enquanto lembram-se
do homem que eu nunca fui...
- Gerson De Rodrigues
Quando eu disser
que me cansei de todas as coisas
não tentem me salvar
Deixem-me cortar os meus punhos
e sangrar até a luz do meio dia
Quando perceberem
que já estou morto
Transformem este dia
em um feriado santo
Batizem os seus filhos
em meu sangue
Exibam o meu corpo
em um altar de glória e poder
Profiram mentiras em meu nome
lembrem-se de memórias das quais
eu nunca vivi
E tampouco
gostaria de tê-las vivido
Coloquem flores
sobre o meu tumulo
Gritem por todos os cantos
o quanto sentem a minha falta
Digam
‘’Amo-te mais do que todas
as coisas’’
Enquanto olham as minhas velhas
fotografias de momentos dos quais
poderiam ter me dito tais palavras doces
Sim! Ascendam velas
em meu nome
Digam aos meus parentes e amigos
que sentem a minha falta
Mas por favor
esqueçam das vezes
das quais eu estava ao seu lado
Esqueçam de uma vez por todas
todos os passos frios que dei por
estas ruas vazias e cheias de ódio
Não lembrem-se das minhas
unhas arranhando estas paredes sujas
enquanto clamava por ajuda
Fechem os olhos e tampem os ouvidos
tal como fizeram das vezes
que supliquei em lágrimas
Lembrem-se das poucas
vezes em que eu fui capaz de sorrir
Ah (...)
quando eu caminhar
em direção aos vales distantes
Não culparei nenhum de vocês
por não compreenderem os meus demônios
Apenas deixarei que lembrem-se
das vezes que os transformei em canções poéticas
para os seus ouvidos surdos!
Não se preocupem com as lágrimas
ou com as dores do meu ato final
Continuem rezando
para os seus deuses de mentira
Vivendo suas vidas vazias
e cheias de fortuna
Continuem!
suplico que continuem!
em suas guerras ideológicas
Esqueçam aqueles que como eu
morreram abraçando suas próprias pernas
Esqueçam-me de uma vez por todas
enquanto lembram-se
do homem que eu nunca fui...
- Gerson De Rodrigues
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Poema – Inevitável anoitecer
Poema – Inevitável anoitecer
Foi um beijo seco
E um abraço frio
Ambos sabíamos que eram os últimos
Ela se virou para ir embora
Senti o seu cheiro pela ultima vez
Eram como rosas e lírios em um jardim agridoce
Aonde os anjos cantam e dançam
Voltei para casa as dezoito horas e vinte cinco minutos
(Meu cachorro pulando de alegria)
Me recebeu com o seu amor inocente e focinhos gelados
O peguei no colo como de costume enquanto
Ele se debatia em felicidade e euforia
Talvez eu devesse me despedir
Abraça-lo com mais força?
Dizer algumas palavras...
Abro a dispensa da cozinha
Pego um saco de ração de alguns quilos
Despejo por toda a cozinha
Talvez essa ração sirva para alimenta-lo
Por alguns dias, talvez semanas ou meses
- Quanto tempo vai demorar
Até me encontrarem?
Bom, isso já não importa mais
Está decidido
Entro no meu quarto
E tranco a porta
Abro as janelas
Ah... Estas janelas
Quantas vezes com alguns cigarros
E alguns copos de Whisky
Não afogamos nossas mágoas juntos?
Olhando as luzes desta selva de pedra
Admirando a liberdade dos pássaros
Flertando com a melancolia da noite (...)
Abro a terceira gaveta da cômoda
Aonde guardo uma corda velha
Desde os meus dezesseis anos
Coloco-a na parte mais elevada do quarto
A posiciono perfeitamente no meu pescoço
Não deixarei cartas
Menções ou honrarias
Tudo que eu gostaria de dizer
Disse em Poesias
Com lágrimas nos meus olhos
E um sorriso bobo estampado no rosto
Dou meu primeiro passo em direção ao abismo
Dependurado como judas em
Um apartamento vazio
A minha alma chora em agonia
Algumas horas depois a minha esposa
Chega no apartamento
Após várias ligações não atendidas
Em desespero e chorando como uma criança
Ela encontra o meu corpo estirado no chão
(Devido ao meu peso, após o suicídio a corda estourou)
- Gerson!
- Gerson!
(Ela gritava desesperadamente)
- Fala comigo pelo amor de Deus
Deus não podia ouvi-la
Mas o Diabo...
Ele sempre esteve ali ao meu lado
Os uivos de melancolia do meu cachorro
Os gritos de desespero da minha amada
Oh Deus...
O que é que eu fiz?
- Gerson De Rodrigues
Foi um beijo seco
E um abraço frio
Ambos sabíamos que eram os últimos
Ela se virou para ir embora
Senti o seu cheiro pela ultima vez
Eram como rosas e lírios em um jardim agridoce
Aonde os anjos cantam e dançam
Voltei para casa as dezoito horas e vinte cinco minutos
(Meu cachorro pulando de alegria)
Me recebeu com o seu amor inocente e focinhos gelados
O peguei no colo como de costume enquanto
Ele se debatia em felicidade e euforia
Talvez eu devesse me despedir
Abraça-lo com mais força?
Dizer algumas palavras...
Abro a dispensa da cozinha
Pego um saco de ração de alguns quilos
Despejo por toda a cozinha
Talvez essa ração sirva para alimenta-lo
Por alguns dias, talvez semanas ou meses
- Quanto tempo vai demorar
Até me encontrarem?
Bom, isso já não importa mais
Está decidido
Entro no meu quarto
E tranco a porta
Abro as janelas
Ah... Estas janelas
Quantas vezes com alguns cigarros
E alguns copos de Whisky
Não afogamos nossas mágoas juntos?
Olhando as luzes desta selva de pedra
Admirando a liberdade dos pássaros
Flertando com a melancolia da noite (...)
Abro a terceira gaveta da cômoda
Aonde guardo uma corda velha
Desde os meus dezesseis anos
Coloco-a na parte mais elevada do quarto
A posiciono perfeitamente no meu pescoço
Não deixarei cartas
Menções ou honrarias
Tudo que eu gostaria de dizer
Disse em Poesias
Com lágrimas nos meus olhos
E um sorriso bobo estampado no rosto
Dou meu primeiro passo em direção ao abismo
Dependurado como judas em
Um apartamento vazio
A minha alma chora em agonia
Algumas horas depois a minha esposa
Chega no apartamento
Após várias ligações não atendidas
Em desespero e chorando como uma criança
Ela encontra o meu corpo estirado no chão
(Devido ao meu peso, após o suicídio a corda estourou)
- Gerson!
- Gerson!
(Ela gritava desesperadamente)
- Fala comigo pelo amor de Deus
Deus não podia ouvi-la
Mas o Diabo...
Ele sempre esteve ali ao meu lado
Os uivos de melancolia do meu cachorro
Os gritos de desespero da minha amada
Oh Deus...
O que é que eu fiz?
- Gerson De Rodrigues
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Poema – Orgias & Traições
Poema – Orgias & Traições
Foram três horas de orgia
E alguns copos de Whisky
Antes de eu colocar aquela maldita
Corda no meu pescoço
Sua buceta menstruada misturada com o seu gozo
Escorriam pela minha boca
Você me ligava o tempo inteiro
Conseguia ver o seu numero na tela do celular
E se eu tivesse atendido?
Deveria dizer que estava fodendo com a minha melhor amiga?
Que o nosso amor acabou no terceiro ou quarto copo de Whisky?
Não...
Eu não poderia te atender naquele momento
Quando você dilacerou o meu coração
O mastigou e cuspiu na minha cara
Eu não te liguei
Não disse uma única palavra
Fui embora as quatro e vinte e cinco da madrugada
Estava chovendo
O cabelo no meu rosto e a chuva escondiam as minhas lágrimas
Algumas horas depois você me enviou uma mensagem
Pedindo perdão
Perdão? Como eu poderia te perdoar?
Você era a minha Deusa
A minha musa inspiradora
Eu havia te dado o mundo
E em troca você matou a nossa filha
Ainda no seu útero
Eu te perdoei por isso (...)
Assumi a culpa e a responsabilidade pelos seus vícios
Meses depois você me apunhalou pelas costas
Agora que estou sangrando em meio a chuva
Você me liga pedindo perdão?
Não (...)
Não posso te perdoar
Porque hoje eu fodi com aquela garota ruiva
Que você tinha ciúmes
O Perdão é um conceito cristão
Mas você me conhece
Eu e cristo nunca nos demos muito bem
Já o Diabo? Ele sempre foi o meu melhor amigo
O Nosso amor sempre foi um caos não é mesmo?
Talvez por isso nos completávamos tanto
Seus vícios, minha rebeldia
Nosso tesão insaciável
Hoje a sua mãe me ligou
Dizendo que você foi internada
Cocaína (...)
Eu poderia te salvar sabe?
Te tirar de lá
Te abraçar e dizer que vai ficar tudo bem
Mas não vai (...)
Sabemos que não vai
Posso te contar um segredo?
A morte da nossa filha não foi sua culpa
Tampouco minha
Éramos jovens e imaturos
E hoje somos velhos e machucados demais
Para tentar novamente
Com todos esses traumas
O que nos resta?
A não ser aquela velha corda
Que juramos nunca mais utilizar...
Mas você me conhece (...)
Eu sempre tive uma atração pelo suicídio.
- Gerson De Rodrigues
Foram três horas de orgia
E alguns copos de Whisky
Antes de eu colocar aquela maldita
Corda no meu pescoço
Sua buceta menstruada misturada com o seu gozo
Escorriam pela minha boca
Você me ligava o tempo inteiro
Conseguia ver o seu numero na tela do celular
E se eu tivesse atendido?
Deveria dizer que estava fodendo com a minha melhor amiga?
Que o nosso amor acabou no terceiro ou quarto copo de Whisky?
Não...
Eu não poderia te atender naquele momento
Quando você dilacerou o meu coração
O mastigou e cuspiu na minha cara
Eu não te liguei
Não disse uma única palavra
Fui embora as quatro e vinte e cinco da madrugada
Estava chovendo
O cabelo no meu rosto e a chuva escondiam as minhas lágrimas
Algumas horas depois você me enviou uma mensagem
Pedindo perdão
Perdão? Como eu poderia te perdoar?
Você era a minha Deusa
A minha musa inspiradora
Eu havia te dado o mundo
E em troca você matou a nossa filha
Ainda no seu útero
Eu te perdoei por isso (...)
Assumi a culpa e a responsabilidade pelos seus vícios
Meses depois você me apunhalou pelas costas
Agora que estou sangrando em meio a chuva
Você me liga pedindo perdão?
Não (...)
Não posso te perdoar
Porque hoje eu fodi com aquela garota ruiva
Que você tinha ciúmes
O Perdão é um conceito cristão
Mas você me conhece
Eu e cristo nunca nos demos muito bem
Já o Diabo? Ele sempre foi o meu melhor amigo
O Nosso amor sempre foi um caos não é mesmo?
Talvez por isso nos completávamos tanto
Seus vícios, minha rebeldia
Nosso tesão insaciável
Hoje a sua mãe me ligou
Dizendo que você foi internada
Cocaína (...)
Eu poderia te salvar sabe?
Te tirar de lá
Te abraçar e dizer que vai ficar tudo bem
Mas não vai (...)
Sabemos que não vai
Posso te contar um segredo?
A morte da nossa filha não foi sua culpa
Tampouco minha
Éramos jovens e imaturos
E hoje somos velhos e machucados demais
Para tentar novamente
Com todos esses traumas
O que nos resta?
A não ser aquela velha corda
Que juramos nunca mais utilizar...
Mas você me conhece (...)
Eu sempre tive uma atração pelo suicídio.
- Gerson De Rodrigues
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Gerson De Rodrigues
Data de nascimento: 18. Agosto 1995
Poeta, Escritor, Filósofo e Anarquista brasileiro
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Poeta, Escritor, Filósofo e Anarquista brasileiro
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