Lista de Poemas
DEZ VEZES EU NÃO QUERIA
Eu não queria que o teu
relógio
ditasse o meu
tempo
Eu não queria que o teu
batimento
acelerasse o meu
coração
Eu não queria que a tua
audição
registrasse da minha boca
“ eu te amo “
Eu não queria que você
soubesse
que eu preciso
precisar de você
Eu não queria que o teu
sonho
sonhasse o meu sonho
de sonhar você
Eu não queria que a tua
saudade
fosse aprendiz da minha
obsessão
Eu não queria que o teu
sangue
circulasse em minhas
veias
Eu não queria que a tua
paixão
desvirginasse a minha
razão
Eu não queria que o teu
sexo
fosse o parceiro desejado do meu
amor
Eu não queria ter que te admitir
eu
não posso viver sem
você
relógio
ditasse o meu
tempo
Eu não queria que o teu
batimento
acelerasse o meu
coração
Eu não queria que a tua
audição
registrasse da minha boca
“ eu te amo “
Eu não queria que você
soubesse
que eu preciso
precisar de você
Eu não queria que o teu
sonho
sonhasse o meu sonho
de sonhar você
Eu não queria que a tua
saudade
fosse aprendiz da minha
obsessão
Eu não queria que o teu
sangue
circulasse em minhas
veias
Eu não queria que a tua
paixão
desvirginasse a minha
razão
Eu não queria que o teu
sexo
fosse o parceiro desejado do meu
amor
Eu não queria ter que te admitir
eu
não posso viver sem
você
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TEMPO DIFERENTE
Você tem um relógio que me desperta nas horas inevitáveis
Eu tenho um relógio que te adormece depois da hora
Nós temos um tempo diferente que tenta trocar os relógios
O teu - pra me despertar
que é hora de te amar todo dia O meu - pra te adormecer
a qualquer hora
porque eu não fujo mais depois
Nós queremos um tempo diferente em que os relógios
sejam apenas enfeites de pulso
Eu tenho um relógio que te adormece depois da hora
Nós temos um tempo diferente que tenta trocar os relógios
O teu - pra me despertar
que é hora de te amar todo dia O meu - pra te adormecer
a qualquer hora
porque eu não fujo mais depois
Nós queremos um tempo diferente em que os relógios
sejam apenas enfeites de pulso
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LÓGICA DA PAIXÃO
Eu te amo
derretendo a língua
com o sabor das pimentas
Eu te amo
esquecendo o risco
com a certeza dos suicidas
Eu te amo
quebrando as lógicas
com o raciocínio dos loucos
Eu te amo
ultrapassando os limites da cela com a esperança dos condenados
Eu te amo
progredindo geometricamente a paixão com o ritmo dos terminais
Eu te amo
cedendo os espaços de cada célula com o sangue que era meu
Eu te amo
gozando o prazer intenso
com o grito de dois ao mesmo tempo
Eu te amo
com o clímax
das melhores histórias de amor
derretendo a língua
com o sabor das pimentas
Eu te amo
esquecendo o risco
com a certeza dos suicidas
Eu te amo
quebrando as lógicas
com o raciocínio dos loucos
Eu te amo
ultrapassando os limites da cela com a esperança dos condenados
Eu te amo
progredindo geometricamente a paixão com o ritmo dos terminais
Eu te amo
cedendo os espaços de cada célula com o sangue que era meu
Eu te amo
gozando o prazer intenso
com o grito de dois ao mesmo tempo
Eu te amo
com o clímax
das melhores histórias de amor
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EXPLOSÃO
Explodi de dizer
Que você cortou minhas amarras
Que você esticou minhas artérias
Que você me libertou da miopia acumulada
Explodi de dizer
Que você me deu as chaves
Da tua casa para eu não ter que bater
Do teu corpo para eu achar novos caminhos
Em você
Da tua alma para eu me reencarnar de paixão
Explodi de dizer
Que te amo.
Que você cortou minhas amarras
Que você esticou minhas artérias
Que você me libertou da miopia acumulada
Explodi de dizer
Que você me deu as chaves
Da tua casa para eu não ter que bater
Do teu corpo para eu achar novos caminhos
Em você
Da tua alma para eu me reencarnar de paixão
Explodi de dizer
Que te amo.
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UM POEMA COMPANHEIRO
Eu não tinha idéia
De que andar a teu lado
De mãos dadas me
Futuraria
Eu não tinha idéia
De que afagar teu colo
Teu ventre tenro e
Inquieto
Nos geraria
Hoje as mãos que você
Ainda me segura
São mãos fêmeas e
Maternas
Que sustentam a cria
Hoje o ventre teu
Ainda aquece o coração
Do filho nosso de todo dia
E dá a ele e a mim
A plena idéia de que
Você
É a mãe nosso presente
E futuro.
De que andar a teu lado
De mãos dadas me
Futuraria
Eu não tinha idéia
De que afagar teu colo
Teu ventre tenro e
Inquieto
Nos geraria
Hoje as mãos que você
Ainda me segura
São mãos fêmeas e
Maternas
Que sustentam a cria
Hoje o ventre teu
Ainda aquece o coração
Do filho nosso de todo dia
E dá a ele e a mim
A plena idéia de que
Você
É a mãe nosso presente
E futuro.
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MARCAS DE TI
Tenho tanto de ti
Como digitais impressas
Que não vão sair
Nos banhos do tempo.
Tenho tanto de ti
Em cicatrizes acumuladas
Algumas visíveis outras nem tanto
Mas que doem com a mudança do tempo.
Tenho tanto de ti
Como marcas de batom
Ou arame farpado
Expostas pelos poros do corpo.
Tenho tanto de ti
Que você até duvida
Se o que foi dado
Não te faz falt
Como digitais impressas
Que não vão sair
Nos banhos do tempo.
Tenho tanto de ti
Em cicatrizes acumuladas
Algumas visíveis outras nem tanto
Mas que doem com a mudança do tempo.
Tenho tanto de ti
Como marcas de batom
Ou arame farpado
Expostas pelos poros do corpo.
Tenho tanto de ti
Que você até duvida
Se o que foi dado
Não te faz falt
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SAUDADES DO FILHO QUE VEM
Teu filho vem aí
Vem nosso, união de nós dois
Do amor apaixonado
Do sonho acalentado
De sermos dois, três...
Meu filho vem aí
Com meu espírito sonhador
Com tua felicidade pragmática
Com um amor explosivo
De sermos dois, três...
Nosso filho vem aí
Fruto, filhote, único,
Meio eu, meio você
Coração mais que um
De sermos dois, três...
Que saudade de você
Meu filho!
Te sonhei tanto,
Te imaginei menino ou menina
E te fiz filho do amor
Que saudade de você!
Chegue logo pra mim e pra mamãe.
Vem nosso, união de nós dois
Do amor apaixonado
Do sonho acalentado
De sermos dois, três...
Meu filho vem aí
Com meu espírito sonhador
Com tua felicidade pragmática
Com um amor explosivo
De sermos dois, três...
Nosso filho vem aí
Fruto, filhote, único,
Meio eu, meio você
Coração mais que um
De sermos dois, três...
Que saudade de você
Meu filho!
Te sonhei tanto,
Te imaginei menino ou menina
E te fiz filho do amor
Que saudade de você!
Chegue logo pra mim e pra mamãe.
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ESPIRAL
O passado não esquece o presente
O presente não se descola do futuro
É uma questão de espaço
Em um diálogo permanente com o tempo
Daquilo que habita em mim
Ou daquilo que eu conto de mim e me faço presente
O passado solicita o presente
Que anseia o futuro
Que revê o passado
Em um ciclo espiral de intimidade
Daquilo que habita em mim
Ou daquilo que eu vou contando de mim
Sonhando de mim
Me fazendo de mim
O presente não se descola do futuro
É uma questão de espaço
Em um diálogo permanente com o tempo
Daquilo que habita em mim
Ou daquilo que eu conto de mim e me faço presente
O passado solicita o presente
Que anseia o futuro
Que revê o passado
Em um ciclo espiral de intimidade
Daquilo que habita em mim
Ou daquilo que eu vou contando de mim
Sonhando de mim
Me fazendo de mim
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EXAGERADOS
Sangramos as veias
que conduzem a paixão
por dentro corpo inteiro
Sangramos as bocas
que salivam a febre do desejo
quente escaldante fogo líquido
Sangramos as palavras
que alucinam e explodem os ouvidos
de tanto muito eterno amor
Sangramos os sexos
que enlouquecem o tempo dos cérebros
irresponsáveis úmidos vermelhos
tão dóceis tão exagerados
que conduzem a paixão
por dentro corpo inteiro
Sangramos as bocas
que salivam a febre do desejo
quente escaldante fogo líquido
Sangramos as palavras
que alucinam e explodem os ouvidos
de tanto muito eterno amor
Sangramos os sexos
que enlouquecem o tempo dos cérebros
irresponsáveis úmidos vermelhos
tão dóceis tão exagerados
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CPI DA PAIXÃO
A música vai me acompanhando
... “ e o pensamento lá em você
eu sem você eu não vivo “...
E eu vou passando
e a vida vai continuando
com qualquer nota, qualquer música
E você vai seguindo
a opção que foi escolhendo
feito armadilha, feito julgamento
A música vai insistindo
... “ um dia triste “...
porque não há nada mais triste
que a dor
A dor
de ser julgado numa CPI da Paixão
de não poder indicar o amor como advogado
de manter a saudade sob sigilo
E eu vou e você vai
achando que armaduras e decisões
são defesas invioláveis
Até o muro de Berlim já caiu
a Inquisição já levou a Joana D’Arc
e a música não pára de tocar...
... “ e o pensamento lá em você
eu sem você eu não vivo “...
E eu vou passando
e a vida vai continuando
com qualquer nota, qualquer música
E você vai seguindo
a opção que foi escolhendo
feito armadilha, feito julgamento
A música vai insistindo
... “ um dia triste “...
porque não há nada mais triste
que a dor
A dor
de ser julgado numa CPI da Paixão
de não poder indicar o amor como advogado
de manter a saudade sob sigilo
E eu vou e você vai
achando que armaduras e decisões
são defesas invioláveis
Até o muro de Berlim já caiu
a Inquisição já levou a Joana D’Arc
e a música não pára de tocar...
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