Escritas

Biografia

Wagner Alves Nascimento da Rosa é autor do livro Pálidos Poemas. O autor assina sobre os pseudônimos de Filipe Didot. O escritor é de Santa Maria da Boca do Monte. Aprendeu, desde cedo, a gostar de poesia, literatura, pintura, cinema.

Lista de Poemas

Total de poemas: 3 Página 1 de 1

Passagem

Pelas planícies, mesmo pelas praias

Pela plácida neve que caiu no campo

Ou até no prado em pleno estio

Pelo arvoredo verde da montanha

Na sombra que nele repousa

Ou no lago profundo do bosque

Pelas pedras, mesmo pelo vento

Pelo lírio que nasce em um vale

Em tudo repousa o espírito de Deus.

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A Cor Cinza

A cor cinzenta dos cafés

Dos liquescentes dias de outono

O cinza do veludo da noite

Dos lugares mais lúgubres

Dos bazares e seus incensos.

A cor cinzenta das ruas

Banhada pela luz opaca

O cinza das cores suaves

Das cores mais vibrantes

Dos cortiços, das bizarrias.

Assim é a vida na cidade

Assim é a vida na cidade

Que rumoreja!!!

O cinza das essências mortas

Da fumaça do tabaco

E seus perfumes cromáticos

Dos prazeres exóticos

Do hálito febril da primavera

dos vapores da tarde.

A cor cinzenta do luxo

Requintado e opulento

Da pobreza funérea doutros

O cinza dos cristais

Da penumbra que ondula.

A cor cinzenta das gares

A cor cinzenta das grades

Dos muros e ondejos

O cinza do impalpável

o cinza que corre tudo

assim é a vida nas cidades

assim é a vida na cidade

que rumoreja!!!

O cinza do luar

Do núbil das nuvens

Das pontas de estrelas

Dos pregos no coração

Dos arames farpados

O cinza da vastidão

De todas as quimeras

O cinza dos séculos

A cinza dos séculos.

A cor cinzenta do verão

Dos casarões, das esquinas

Das casas das viúvas

Das velhas casas de pensão

O cinza de setembro

O cinza dos carros a motor

Das flores flóreas

A cinza do asfalto fumegante

Das grandes usinas

Assim é a vida na cidade

Assim é a vida na cidade

Que rumoreja!!!

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Canção do louco amor

Canções de amor em tempos de guerra

Não despertam mais o amor

Nem o estupor nas almas.

Mas o poeta ainda grita

Ainda canta o amor assim:

- O amor é um beijo na boca no baile.

É poesia cega escrita em braile.

É a cura de toda cólera.

É um doce de uma vida amarga.

Como me faz bem este mal de amor!

O amor é o mel o fruto e a flor.

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