Para ela
Não conhecer quem teu coração pertence
É não viver as madrugadas dos poetas loucos
É não se atirar na vida
E viver enquanto ainda morto.
Pobre é aquele que se basta com o que há
E, em sua ingenuidade, vive.
Mas mesmo se por infeliz motivo eu me vá
Terei vivido mais,
Terei me conhecido mais (ou de fato),
Terei feito poesia.
Mas terei partido com uma certeza:
De que me fui mas meu verso é eterno
Pois foi escrito nas misteriosas linhas tortas da paixão.
O Amor é lírico
Para ela,
Poesia
Felipe de Campos
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