Lista de Poemas

Sorrisos Amargos

O meu demônio,
Necessidades ele irá prover.
Nós temos tempo,
Eu não tenho medo.

A noite é longa
E nela irei beber.
Vou fumar,
E até cheirar.

Não esperando
Que alguém se agrade.
A minha morte eu irei beirar.
O meu espírito ele irá chorar.

Gritar,
E nada entender.
Já tive luz, mas ela apaguei.
Estava escuro então fui me perder.

Escolhas minhas
Está tudo pronto.
As consequências eu irei viver.
Estou sem medo,

Hoje à noite é nossa.
Os meus problemas
Eu fui esquecer,
Entender.

-Estou longe deles resolver.

Passos largos e risos amargos...


-Ezequiel Costa Assunção




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Iníquo


Que vida é essa
Estou sem jeito.
Acho que,
Tenho defeito.

Manhã escura,
A noite não foi embora.
O céu não está normal.
No céu:
Há algo que por ti chora.

A cada gota uma lágrima
Anjos choram por você.
Encolhido na sacada
Pois não quer aparecer.

Se olha no espelho
E não enxerga um futuro.
Garotos de olhos claros,
Seu espírito é impuro.

Me perdoem,
Não lhes vejo lá no céu
Pois do plano me esqueci,
Quando passei pelo véu.


-Ezequiel Costa Assunção, São Remo (SP) _/_/_
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De um Poeteiro Qualquer



Toda vez que fecho os olhos
Me constrange o que vejo:
Muita foda sem amor,
Mas é foda ter desejo.

Me falaram e provei,
Leve toque ''proibido''
O que sei é: ninguém vê
Mas me sinto corrompido.

Há tempos eu senti prazer,
Agora considero azar.
Já visto não vou me esquecer
Por ver eu temo me tornar.

Toda vez que fecho os olhos
Meu demônio que eu vejo,
Em um palco sem estrela;
No roteiro: seu desejo.

Acorrentado no porão
Ansiando atoar
Ele fala, ele grita:
-TU NÃO PODES CONTROLAR!

Há tempos eu senti prazer
Agora sem não sei ficar.
Temendo nunca me esquecer,
Querendo nunca mais lembrar.

E toda vez que fecho os olhos
São pecados que eu vejo,
De memorias do passado
Misturadas com desejo...

                                          Ezequiel Costa Assunção, São Remo (SP), 16/11/20
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''Que manhã maravilhosa''

As marcas na pele
Revelam por onde andei.
Desvendando histórias,
Que eu perdi, não ganhei.

Memórias de sangue
Registram como lutei.
A maneira que perdi,
E depois não levantei.
...

Um leão por dia,
Meu demônio toda noite.
Desejando a manhã
Pois nela vem o afoite.

Os olhos um dia sem vida,
Enfim, tornam a brilhar.
Pois neles chegam à manhã.
E com ela, o seu novo lar.





-Ezequiel Costa Assunção
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