Lista de Poemas
Na tarde nublada
Na tarde nublada, a canção preferida,
Está no silêncio que embala meu ser,
Na brisa que corre e na vã despedida,
Dos raios de sol sobre o anoitecer.
No sidéreo espaço a magia contida,
Se espraia no céu até se esmorecer
Eu fico a pensar nesse ciclo da vida
Nascer e crescer, reproduzir e morrer,
Na tarde nublada...
Assim me desato de apegos, ferida,
E se sinto a alma tombar, exaurida,
Modero meu passo para não perecer.
Verdade que sinto a falta de alguém,
Que sinta comigo o mesmo prazer
De ouvi o silêncio que vai e, sempre, vem,
Na tarde nublada...
Está no silêncio que embala meu ser,
Na brisa que corre e na vã despedida,
Dos raios de sol sobre o anoitecer.
No sidéreo espaço a magia contida,
Se espraia no céu até se esmorecer
Eu fico a pensar nesse ciclo da vida
Nascer e crescer, reproduzir e morrer,
Na tarde nublada...
Assim me desato de apegos, ferida,
E se sinto a alma tombar, exaurida,
Modero meu passo para não perecer.
Verdade que sinto a falta de alguém,
Que sinta comigo o mesmo prazer
De ouvi o silêncio que vai e, sempre, vem,
Na tarde nublada...
👁️ 288
Eviterno amor
Quando o outono chegar, novamente,
Sobre os campos da vida onde andei;
Ah, eu lamento informar, tristemente;
Lembrança, lembrança eu já me tornei.
Parti na distância dos olhos que amei,
E embora lamente esta sorte amarga,
No peito este amor, comigo levei;
Quando a morte pousou sobre mim sua adaga.
Sobre teu leito e teu eterno sono;
Estarei contigo na macies das flores,
Feito corpos amantes em abandono,
Em dia de inverno em laços de amores.
E na, dulcíssima, luz deste amor eviterno,
Grafei estes últimos versos de amor,
Banhados de lágrimas do último inverno.
Para quem tanto amei e amei com ardor.
Sobre os campos da vida onde andei;
Ah, eu lamento informar, tristemente;
Lembrança, lembrança eu já me tornei.
Parti na distância dos olhos que amei,
E embora lamente esta sorte amarga,
No peito este amor, comigo levei;
Quando a morte pousou sobre mim sua adaga.
Sobre teu leito e teu eterno sono;
Estarei contigo na macies das flores,
Feito corpos amantes em abandono,
Em dia de inverno em laços de amores.
E na, dulcíssima, luz deste amor eviterno,
Grafei estes últimos versos de amor,
Banhados de lágrimas do último inverno.
Para quem tanto amei e amei com ardor.
👁️ 304
Partida
Amigos vou parti, pois o meu mundo,
tornou-se tão vazio e de repente,
aquele antigo amor, o mais profundo,
já não me manda flores de presente.
Não posso mais ficar nenhum segundo,
minh'alma enfraquecida está doente,
o coração tornou-se um vagabundo,
enxangue de tristeza e tão carente.
Minha alma está repleta de lembranças,
da festa em seu olhar quando mirava
meus lábios semi-abertos, tentação.
Não dar para impedir as relembraças,
do amor que as minhas dores abrandava,
porque não se domina o coração.
tornou-se tão vazio e de repente,
aquele antigo amor, o mais profundo,
já não me manda flores de presente.
Não posso mais ficar nenhum segundo,
minh'alma enfraquecida está doente,
o coração tornou-se um vagabundo,
enxangue de tristeza e tão carente.
Minha alma está repleta de lembranças,
da festa em seu olhar quando mirava
meus lábios semi-abertos, tentação.
Não dar para impedir as relembraças,
do amor que as minhas dores abrandava,
porque não se domina o coração.
👁️ 299
A lágrima
Por tantas vezes eu chorei na vida,
e foram prantos cheios de amargura,
chorei as perdas de gente querida,
e pranteei, também, as desventuras.
Chorei a dor de se perder um filho,
e está lágrima é demais salgada,
porque nos rouba do olhar o brilho,
e nos transforma eterna madrugada.
Mas já chorei também de alegria,
a feliz lágrima de amor superno,
quando de noite em sono dece via,
os meus dois filhos no meu céu materno.
Chorei feliz a lágrima feliz em glória,
molhando o rosto irradiando a alma.
quando sentia o gosto da vitória,
com humildade, paciencia e calma.
e foram prantos cheios de amargura,
chorei as perdas de gente querida,
e pranteei, também, as desventuras.
Chorei a dor de se perder um filho,
e está lágrima é demais salgada,
porque nos rouba do olhar o brilho,
e nos transforma eterna madrugada.
Mas já chorei também de alegria,
a feliz lágrima de amor superno,
quando de noite em sono dece via,
os meus dois filhos no meu céu materno.
Chorei feliz a lágrima feliz em glória,
molhando o rosto irradiando a alma.
quando sentia o gosto da vitória,
com humildade, paciencia e calma.
👁️ 463
Passarinho encantado
Se chora enquanto canta,
o passarinho encantado,
toda a natureza encanta,
esse seu cantar chorado.
Quando o homem lhe escuta,
pasma e fica admirado,
o seu ser em graça exulta,
também chora emocinado.
E o canto do passarinho,
corre o céu cortando os ares,
chora a fome e o descaminho,
e o amor em muitos lares.
Chora a seca do sertão,
e o boi que já morreu.
O berrante que o peão,
sem ter força, emudeceu.
Chora a terra esturricada,
e a tristeza da criança;
faz da fé sua brigada,
canta e sonha a esperança
Chora a Pátria governada,
por quem rouba em nossa cara,
jogo de carta marcada,
sobre a fé que a gente embala.
o passarinho encantado,
toda a natureza encanta,
esse seu cantar chorado.
Quando o homem lhe escuta,
pasma e fica admirado,
o seu ser em graça exulta,
também chora emocinado.
E o canto do passarinho,
corre o céu cortando os ares,
chora a fome e o descaminho,
e o amor em muitos lares.
Chora a seca do sertão,
e o boi que já morreu.
O berrante que o peão,
sem ter força, emudeceu.
Chora a terra esturricada,
e a tristeza da criança;
faz da fé sua brigada,
canta e sonha a esperança
Chora a Pátria governada,
por quem rouba em nossa cara,
jogo de carta marcada,
sobre a fé que a gente embala.
👁️ 416
Sereia
Na fonte encantada banhei-me ao luar,
do jeito que um dia nasci para o mundo.
Ali flutuei feito pluma a bailar,
repleta de sonhos igual vagabundo.
O tempo parou para ver o nadar,
da água em meu corpo em silêncio fecundo.
A espuma tão branca e tão cheia de ar,
morria e nascia em suspiro profundo.
De olhos fechados, em paz, sem escolta,
o tempo passando por sobre o farol,
trazendo no bolso as luzes do dia.
O vento soprou me trazendo de volta,
no instante certeiro em que um raio de sol,
na pele morena escreveu poesia.
do jeito que um dia nasci para o mundo.
Ali flutuei feito pluma a bailar,
repleta de sonhos igual vagabundo.
O tempo parou para ver o nadar,
da água em meu corpo em silêncio fecundo.
A espuma tão branca e tão cheia de ar,
morria e nascia em suspiro profundo.
De olhos fechados, em paz, sem escolta,
o tempo passando por sobre o farol,
trazendo no bolso as luzes do dia.
O vento soprou me trazendo de volta,
no instante certeiro em que um raio de sol,
na pele morena escreveu poesia.
👁️ 415
Amor
Amado amor,
Abraça-me,
Aqui, agora.
Amorosamente,
Afetuosamente,
Ardentemente,
Ama-me,
Absorve-me,
Apaixonadamente
Até amolecer a alma,
Aqui, agora.
Anjo amado,
Amo-te!
Abraça-me,
Aqui, agora.
Amorosamente,
Afetuosamente,
Ardentemente,
Ama-me,
Absorve-me,
Apaixonadamente
Até amolecer a alma,
Aqui, agora.
Anjo amado,
Amo-te!
👁️ 433
Marcas
Sobre o amassado papel,
letra por letra disponho,
com tinta azul de um pincel,
marcas de um tempo, medonho.
Algumas lágrimas postas,
cristalizadas de fel,
salgadas e decompostas,
sem a doçura do mel;
Vão se mesclando sem rumo
nas cordas do coração,
tirando a vida do prumo,
mexendo com a emoção;
Porém, se existe esperança,
a desenhar o povir,
o alimentar da criança
faz esta vida florir.
👁️ 502
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edithlobato
2018-11-24
Soneto em galope
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