Lista de Poemas
ERA DIGITAL
TELEFONE MÓVEL
HOMEM IMÓVEL
TELEVISÃO A CORES
HOMEM RACISTA.
UM CLICK E TUDO SE DESLIGA!
MORALISMO VIRTUAL
IMPERIALISMO ANTI VIRTUDES
UM CLICK E TUDO SE DESLIGA!
VENDA PROIBIDA
NEGÓCIO FECHADO,
LEIS TÃO ANTIGAS,
CRIME ATUALIZADO.
MULTI INFORMAÇÕES
QUANTOS DESINFORMADOS,
O CONTROLE QUE LIGA
TAMBÉM MANTÉM DESLIGADO.
_Dienison Cardoso, inverno/2017
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NINGUÉM
O QUE NÃO É DITO
É O QUE NINGUÉM QUER DIZER,
E GERALMENTE O QUE NINGUÉM DIZ
É O QUE DEVE SER DITO.
NINGUÉM ESTÁ CERTO!
NINGUÉM LEVA A CULPA
POR MUITAS COISAS,
NINGUÉM VIU,
NINGUÉM ESTAVA LÁ,
E AÍ NINGUÉM RESOLVE.
NINGUÉM ESTÁ CERTO!
NINGUÉM É PERFEITO,
NINGUÉM SABE DE TUDO,
NINGUÉM É DONO DA VERDADE,
NINGUÉM MANDA EM NINGUÉM.
NINGUÉM ESTÁ CERTO!
_Dienison Cardoso.
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A DATA DO MEU REGRESSO
Se algum dia
Eu vier tocar seu rosto num beijo
É sinal que irei partir,
E a data de meu regresso
Será anunciada pela saudade.
Caso não lhe encontre mais,
Por aqui nem darei me tristeza,
Afinal, todos podem procurar o novo.
Serei a ti bom motivo de lembrança?
Ou definhará minha história perdida no tempo?
Pouco importa saber,
Estou convicto que amar é ser livre.
Então, aonde fores mesmo em meio as dores
Outros amores possa conhecer.
_Dienison Cardoso.
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BANZO
Tumbeiros ao mar
Com a negraria,
Em porões de martírio
À muito viria.
Brasil, grande quilombo
Recebe o povo injustiçado
Que carrega no seu lombo
As marcas do passado.
Herdeiros de África,
Órfãos de mãe viva,
Identidade exportada
Outrora nativa.
Sempre na memória
Lembranças não resolvidas,
Constroem a história,
Obras de mãos sofridas.
Feridas abertas
Banhadas com água e sal,
Fâmulo se liberta
Da corrente serviçal.
Na fuga sem destino
O encontro a liberdade,
Mas certeza é que nos olhos
O suor ainda arde.
_Dienison Cardoso.
Com a negraria,
Em porões de martírio
À muito viria.
Brasil, grande quilombo
Recebe o povo injustiçado
Que carrega no seu lombo
As marcas do passado.
Herdeiros de África,
Órfãos de mãe viva,
Identidade exportada
Outrora nativa.
Sempre na memória
Lembranças não resolvidas,
Constroem a história,
Obras de mãos sofridas.
Feridas abertas
Banhadas com água e sal,
Fâmulo se liberta
Da corrente serviçal.
Na fuga sem destino
O encontro a liberdade,
Mas certeza é que nos olhos
O suor ainda arde.
_Dienison Cardoso.
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FINADOS
Não verei seu túmulo,
Por puro egoísmo,
Há nisso um risco de querer ficar por lá,
Pensando bem, você não gostaria,
Se nem você está.
Ah, sem dúvidas não habitaria num lugar tão apertado,
Lá não cabe nem o seu coração
Quanto mais me ter ao lado,
E falando em coração,
O meu não pára de falar,
Desde aquele dia em que você se foi,
Vive te chamando, sabia?
Eu sei, disse para ele se acalmar,
Calma pois um dia chegará o dia
Em que ele ficará em silêncio só para lhe escutar.
_Dienison Cardoso.
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