Lista de Poemas
ETERNO NINHO
Se o amor é aquilo que bate ao peito
E se o fogo queima como a paixão,
Bate e queima o corpo do fiel desejo,
Sangra e morre, nua, minha solidão.
Estou a navegar neste meu infinito
De tantos eus que se vêm e vão.
É que te amo tanto e amando insisto:
Pois amando, vivo; ao contrário, não.
Sou um rio amada e tu és as beiras,
Feito palmas lisas, feito guiadeiras,
Que me cercam durante o caminho,
Que me envolvem, depois se derramam,
E como duas pombas que se amam,
Nos amaremos em nosso eterno ninho!
E se o fogo queima como a paixão,
Bate e queima o corpo do fiel desejo,
Sangra e morre, nua, minha solidão.
Estou a navegar neste meu infinito
De tantos eus que se vêm e vão.
É que te amo tanto e amando insisto:
Pois amando, vivo; ao contrário, não.
Sou um rio amada e tu és as beiras,
Feito palmas lisas, feito guiadeiras,
Que me cercam durante o caminho,
Que me envolvem, depois se derramam,
E como duas pombas que se amam,
Nos amaremos em nosso eterno ninho!
👁️ 321
PANORAMA
Somente quando tu puderes dar sentido às coisas
pequenas é que poderás
sentir as coisas grandes.
Estar invisível aos olhos não pode
significar estar morto ao coração.
pequenas é que poderás
sentir as coisas grandes.
Estar invisível aos olhos não pode
significar estar morto ao coração.
facebook.com/diegomunizpoesia
@diego2muniz
Diego Muniz
👁️ 289
PENA
Nenhum ser humano poderá ser completamente feliz
enquanto os seus semelhantes estiverem sendo vítimas da fome,
da guerra e da injustiça.
Os que se dizem completamente felizes
frente a estes problemas
são mentirosos ou dignos de pena.
facebook.com/diegomunizpoesia
@diego2muniz
enquanto os seus semelhantes estiverem sendo vítimas da fome,
da guerra e da injustiça.
Os que se dizem completamente felizes
frente a estes problemas
são mentirosos ou dignos de pena.
facebook.com/diegomunizpoesia
@diego2muniz
👁️ 289
DUVIDO
Pude, e eu já pude muitas vezes
A outros braços até me entregar!
Mas não pude a outr’alguém amar,
E nem quisera outro amor como este.
Amar-te é como se eu vivesse
Sempre em chamas e a abrasar.
Qual é o tempo incapaz de parar
Seria eu caso então te perdesse.
Minhas cantigas são todas tuas;
Vejo-te sempre - não uma, duas,
De tão maravilhosa que tu és!
No mundo já te ofereceram tudo,
Mas duvido que alguém no mundo,
Oferecestes o amor como eu a teus pés.
14/01/2019
A outros braços até me entregar!
Mas não pude a outr’alguém amar,
E nem quisera outro amor como este.
Amar-te é como se eu vivesse
Sempre em chamas e a abrasar.
Qual é o tempo incapaz de parar
Seria eu caso então te perdesse.
Minhas cantigas são todas tuas;
Vejo-te sempre - não uma, duas,
De tão maravilhosa que tu és!
No mundo já te ofereceram tudo,
Mas duvido que alguém no mundo,
Oferecestes o amor como eu a teus pés.
14/01/2019
👁️ 346
O AMOR
Quem na vida tiver um amor
Nem tão cedo irá morrer
Pode até morrer de amor
Pois de amor é honroso morrer.
Quem morre sem nunca amar,
Não sabe o porquê de viver,
Quem vive sem se entregar
Não ama ou ama sofrer.
Amor é o que se sente
E não é possível medir,
Se for verdadeiramente
Deu-se amor sem se pedir
Há quem diga que amar
É se perder da razão
E se a razão for pensar
Amar é o pensar do coração
Amor não é teoria
Nem tampouco invenção
Se se sente amor um dia
Antes já sentiu paixão
E se um dia o amor for embora
Seja em qual for a idade,
Deixe, o amor não implora,
Ele vive da liberdade
Mas se o amor não partir
E, portanto, decidir ficar,
Ele, ao invés de sumir,
Decidiu se eternizar.
14/01/2019
Nem tão cedo irá morrer
Pode até morrer de amor
Pois de amor é honroso morrer.
Quem morre sem nunca amar,
Não sabe o porquê de viver,
Quem vive sem se entregar
Não ama ou ama sofrer.
Amor é o que se sente
E não é possível medir,
Se for verdadeiramente
Deu-se amor sem se pedir
Há quem diga que amar
É se perder da razão
E se a razão for pensar
Amar é o pensar do coração
Amor não é teoria
Nem tampouco invenção
Se se sente amor um dia
Antes já sentiu paixão
E se um dia o amor for embora
Seja em qual for a idade,
Deixe, o amor não implora,
Ele vive da liberdade
Mas se o amor não partir
E, portanto, decidir ficar,
Ele, ao invés de sumir,
Decidiu se eternizar.
14/01/2019
👁️ 406
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
Diego Felipe Muniz Garcia
31 anos, carioca, poeta, acadêmico de pedagogia, estudante de política.
Nasceu aos 27 dias de Abril de 1987 no bairro de São Cristóvão.
Publicou o seu primeiro livro solo em 2016. A obra é intitulada
POEMAS DE UM PROLETÁRIO, lançada pela editora Autografia,
e pode ser encontrada aqui:
http://www.autografia.com.br/loja/poemas-de-um-proletario/detalhes
Já participou e venceu alguns concursos de poesias, tendo algumas de suas
obras publicadas em Antologias Poéticas.
Foi finalista do FESTIPOEMA 2017 e um de seus poemas foi adaptado ao
palco do Teatro Galpão, em São Paulo.
Residente em uma favela do Rio, Diego Muniz resolveu abordar a temática
da desigualdade em todos os seus formatos para se indignar.
Atualmente mora em Rondônia e trabalha com revisão de textos acadêmicos
e políticas públicas.
Português
English
Español