Não trago no peito
estrelas tatuadas,
símbolos do sucesso
de Napoleão,
trago a chaga aberta
núcleo d`amores
sem proteção,
carne ferida,
marcas d`insolação
do teu sol ardente...
Carrego entre as costelas
um porão dos meus restos,
tranquilo,
escuro,
silenciado
pelas palavras que nunca
se quiseram saber ouvidas,
e mesmo assim,
ainda sei fazer-me inteira
só para te ver sorrir.
Daniele Dallavecchhia