Lista de Poemas
Idas sem vindas
Só hoje eu morri várias vezes
de desinteresse,desimportância e negação
forjei a minha morte quando esqueci de olhar lá fora
contestar minhas raízes e sair da exatidão
Nem sempre da pra ficar tão vivo
as vezes eu paro no tempo
e o que chamam de morte,eu chamo de razão
Por que viver toda hora é suportar a cada instante
diferentes formas de alucinação
De dia em dia eu torço pra sair desse funeral
só que cada novo tempo preciso de novos escapes
e termino sempre escorada: no mesmo degrau
Me vigio sempre pra mentir pra mim
cuidadosamente,sobre os anos bons
invento fugas rasas sobre problemas bobos
com músicas decoradas que repetem um som
Digo pra mim mesmo que novamente eu vou mudar
mas quando eu menos espero estou parada
com os mesmos dilemas no mesmo lugar
sossego só quando eu fico perto do fim: jurando me arriscar
To viva,mas com o pé bem solto"lá"contando os casos
esperando algum cronômetro chegar no fim e apitar
pisando rápido para chegar logo e recomeçar
viver mais vidas simultâneas se dessa aqui eu enjoar
Essa noite quando eu dormir minha prece vai ser pra ficar
eu mesma que não sou daqui,me retiro de viagem
cansei de me matar,to ficando craque em ressuscitar
de manhã eu acordo outra,e ninguém nem vai notar
de desinteresse,desimportância e negação
forjei a minha morte quando esqueci de olhar lá fora
contestar minhas raízes e sair da exatidão
Nem sempre da pra ficar tão vivo
as vezes eu paro no tempo
e o que chamam de morte,eu chamo de razão
Por que viver toda hora é suportar a cada instante
diferentes formas de alucinação
De dia em dia eu torço pra sair desse funeral
só que cada novo tempo preciso de novos escapes
e termino sempre escorada: no mesmo degrau
Me vigio sempre pra mentir pra mim
cuidadosamente,sobre os anos bons
invento fugas rasas sobre problemas bobos
com músicas decoradas que repetem um som
Digo pra mim mesmo que novamente eu vou mudar
mas quando eu menos espero estou parada
com os mesmos dilemas no mesmo lugar
sossego só quando eu fico perto do fim: jurando me arriscar
To viva,mas com o pé bem solto"lá"contando os casos
esperando algum cronômetro chegar no fim e apitar
pisando rápido para chegar logo e recomeçar
viver mais vidas simultâneas se dessa aqui eu enjoar
Essa noite quando eu dormir minha prece vai ser pra ficar
eu mesma que não sou daqui,me retiro de viagem
cansei de me matar,to ficando craque em ressuscitar
de manhã eu acordo outra,e ninguém nem vai notar
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Memórias vivas que rasgam
Eu sobrevivi!
Consegui escalar esse fundo de vastidão pelejando arduamente na miséria funda um homem
atacado de uma moça que dizia ser coisa leve
mas mentiu:de provocação, que alcançou sem nenhum entrave níveis fundos e imersos
de me deixar aqui esvaído emputrecido de um despertar em vaõ...
Eu Bravejei!
Sendo mestre,fiel,artista e o primeiro,insisti,declamei e sucumbi
Me prostitui,em cada parte de mim que menti dizendo pra outras que estava inteiro
Mas estava ali: na mesma cena repetida dela lisa e escorrida no meu corpo que dizia:
Fica aqui!penumbra de memória esquecida...
Mas resisti!
Tremulei o extremo oposto da dor mais profunda que nunca senti me parti em pedaços
afundei num naufrágio com mulheres infames que amei só por hora até seu rosto sumir
Implorei com escárnio a qualquer um senhor Deus! dizendo que faria promessas a seres
supremos que tirassem de mim registros teus
Mas foi só quando me trouxeram a sua face que desmedi...senti denovo e pedi resgate
finquei ali.Daqui não saio mais pra coisa alguma me enchi de desejo e retratos pálidos da sua
pele despida sem veste alguma: liberta e nua
E agora arrancado,estilhaçado e amordaçado: me rendi!
Esperei sua volta e ela era meu delírio...pesadelo obscuro sem fim
Acordei trêmulo suado,e chorava denovo pelo o que eu deixei partir
Mas não parou por aí,por que a há meses atrás no mesmo horário o relógio me acorda
E sussurra: ela não vai sumir! Maldita ressaca de tons distoantes que eu fico vivendo
Como se fossem lúcidos os delírios constantes
Mas se te perguntarem sobre um rapaz que foi visto afogado em fúrias rotinas de um bar
da mesa da esquina,diga que sumi!
Só minta dizendo que eu não parti,se no mesmo lugar a mesma mulher daquele vestido vier por ali
tocar o meu rosto até eu sentir(brevemente) um consolo escopo: meu bem por que você
gritou tanto enquanto eu dormi?
Consegui escalar esse fundo de vastidão pelejando arduamente na miséria funda um homem
atacado de uma moça que dizia ser coisa leve
mas mentiu:de provocação, que alcançou sem nenhum entrave níveis fundos e imersos
de me deixar aqui esvaído emputrecido de um despertar em vaõ...
Eu Bravejei!
Sendo mestre,fiel,artista e o primeiro,insisti,declamei e sucumbi
Me prostitui,em cada parte de mim que menti dizendo pra outras que estava inteiro
Mas estava ali: na mesma cena repetida dela lisa e escorrida no meu corpo que dizia:
Fica aqui!penumbra de memória esquecida...
Mas resisti!
Tremulei o extremo oposto da dor mais profunda que nunca senti me parti em pedaços
afundei num naufrágio com mulheres infames que amei só por hora até seu rosto sumir
Implorei com escárnio a qualquer um senhor Deus! dizendo que faria promessas a seres
supremos que tirassem de mim registros teus
Mas foi só quando me trouxeram a sua face que desmedi...senti denovo e pedi resgate
finquei ali.Daqui não saio mais pra coisa alguma me enchi de desejo e retratos pálidos da sua
pele despida sem veste alguma: liberta e nua
E agora arrancado,estilhaçado e amordaçado: me rendi!
Esperei sua volta e ela era meu delírio...pesadelo obscuro sem fim
Acordei trêmulo suado,e chorava denovo pelo o que eu deixei partir
Mas não parou por aí,por que a há meses atrás no mesmo horário o relógio me acorda
E sussurra: ela não vai sumir! Maldita ressaca de tons distoantes que eu fico vivendo
Como se fossem lúcidos os delírios constantes
Mas se te perguntarem sobre um rapaz que foi visto afogado em fúrias rotinas de um bar
da mesa da esquina,diga que sumi!
Só minta dizendo que eu não parti,se no mesmo lugar a mesma mulher daquele vestido vier por ali
tocar o meu rosto até eu sentir(brevemente) um consolo escopo: meu bem por que você
gritou tanto enquanto eu dormi?
👁️ 400
Caís de pouso longo
Lá
naquele canto
existe um lugar reservado pros que se debruçam nos sufocos da vida
Lá
naquele canto
tem um exato momento pros que despertam depois das partidas
Lá
no mesmo escombro
vem sempre o mesmo vazio dos lastros de dor
Nas noites mais submissas
eu chamo aquele canto de amigo, de amiga
Eu grito este mesmo canto com vozes de socorro
e desgasto ombros ralados respirando inerte
pouco a pouco
Embora leve com ele toda á fadiga impiedosa rechaçada
do dia-a-dia
esse canto é melindroso, mas quando acalenta
traz á ternura almejada pelas almas de vãs tormentas
Meu canto é um reboco, um lugar, uma pessoa
é um dia bom, uma lembrança, uma sensação boa
Por último, despejo aos poucos nas doses programadas gotas
no cantinho.
Naquele fino espaço ficam todas as palavras soterradas,
sussurram baixinho:
-liberdade é arriscado
Em respeito aos meus receios, me seguro encurralada
No fundo a gente sabe se aperta se alarga se mistura ou
se afasta, infelizes causas...
Sorte possuo: o querido canto já conhece a minha estrada.
naquele canto
existe um lugar reservado pros que se debruçam nos sufocos da vida
Lá
naquele canto
tem um exato momento pros que despertam depois das partidas
Lá
no mesmo escombro
vem sempre o mesmo vazio dos lastros de dor
Nas noites mais submissas
eu chamo aquele canto de amigo, de amiga
Eu grito este mesmo canto com vozes de socorro
e desgasto ombros ralados respirando inerte
pouco a pouco
Embora leve com ele toda á fadiga impiedosa rechaçada
do dia-a-dia
esse canto é melindroso, mas quando acalenta
traz á ternura almejada pelas almas de vãs tormentas
Meu canto é um reboco, um lugar, uma pessoa
é um dia bom, uma lembrança, uma sensação boa
Por último, despejo aos poucos nas doses programadas gotas
no cantinho.
Naquele fino espaço ficam todas as palavras soterradas,
sussurram baixinho:
-liberdade é arriscado
Em respeito aos meus receios, me seguro encurralada
No fundo a gente sabe se aperta se alarga se mistura ou
se afasta, infelizes causas...
Sorte possuo: o querido canto já conhece a minha estrada.
👁️ 254
Se acostume a mudar
A gente se acostuma a saber demais,e repetir involuntariamente
modos de criação concretos e dispensar o:”de repente”
A gente se acostuma a pisar tão forte nos mesmos terrenos
que diariamente no mesmo único lugar de sempre,nos perdemos
A gente usa tantas vezes as mesmas palavras que a imensidão e o pequeno
são ditos da mesma forma de maneiras variadas
A gente arrisca tão pouco na incerteza
mesmo tendo decorado as mil possibilidades
de qualquer curva fora dela mesma
E quando vem o terremoto,outro caminho ou um tremor
a gente se dá por vencido distoa tudo e acabou
encenei,decorei,já pensava mas a vida vem não te convida,e entra sem dizer nada
invadindo seus porques e figurando seus dilemas
ela te arremessa no palco sem nunca antes ter entrado em cena
nunca tente dizer demais sobre o que vai estar
algumas coisas estão ali apenas para mudar de lugar
modos de criação concretos e dispensar o:”de repente”
A gente se acostuma a pisar tão forte nos mesmos terrenos
que diariamente no mesmo único lugar de sempre,nos perdemos
A gente usa tantas vezes as mesmas palavras que a imensidão e o pequeno
são ditos da mesma forma de maneiras variadas
A gente arrisca tão pouco na incerteza
mesmo tendo decorado as mil possibilidades
de qualquer curva fora dela mesma
E quando vem o terremoto,outro caminho ou um tremor
a gente se dá por vencido distoa tudo e acabou
encenei,decorei,já pensava mas a vida vem não te convida,e entra sem dizer nada
invadindo seus porques e figurando seus dilemas
ela te arremessa no palco sem nunca antes ter entrado em cena
nunca tente dizer demais sobre o que vai estar
algumas coisas estão ali apenas para mudar de lugar
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Invioláveis
Fossemos ardentes e vivazes
as memorias seriam livres
e teríamos tempo para amar
Fossemos gentis e sábios
os aprendizados iriam durar
Fossemos simples e perenes
Você iria ficar...
Mas sendo densos e apressados
o passado se perde
o tempo se esquiva
e nos...
Não me lembro bem
Fugiu antes de ser e estar
👁️ 338
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