Lista de Poemas
Existência capitalista
Vejo,
Desejo,
Compro,
Sou.
Amo,
Esqueço,
Deixo,
Sofro.
Luto,
Estudo,
Trabalho,
Adoeço.
Vivo,
Resisto,
Entristeço,
Morte.
Desejo,
Compro,
Sou.
Amo,
Esqueço,
Deixo,
Sofro.
Luto,
Estudo,
Trabalho,
Adoeço.
Vivo,
Resisto,
Entristeço,
Morte.
👁️ 333
O desconhecido
Não sei quem sou, nem quem eu era e, tão pouco, quem serei.
Diariamente, vou me desconstruindo e me reconstruindo incessantemente, mas, assim como a água, não possuo uma forma definida.
Há tantas coisas ocultas dentro de mim,
tantas emoções desconhecidas, tantos sentimentos velados, tantos pensamentos inexplorados, que fazem com que o meu ser seja exterior à minha limitada consciência.
Eu não sou quem eu pensei quem fosse e nunca serei quem eu quero ser.
Afinal, para que querer ser alguma coisa se eu próprio me desconheço? Como chegarei a algum lugar se nem sei onde estou?
O meu eu está a anos luz de mim, em uma outra galáxia misteriosa, incrustado nas mais inóspitas estrelas do meu inconsciente. Nunca o encontrarei, nem chegarei perto disso, porém nunca deixarei de buscá-lo.
Diariamente, vou me desconstruindo e me reconstruindo incessantemente, mas, assim como a água, não possuo uma forma definida.
Há tantas coisas ocultas dentro de mim,
tantas emoções desconhecidas, tantos sentimentos velados, tantos pensamentos inexplorados, que fazem com que o meu ser seja exterior à minha limitada consciência.
Eu não sou quem eu pensei quem fosse e nunca serei quem eu quero ser.
Afinal, para que querer ser alguma coisa se eu próprio me desconheço? Como chegarei a algum lugar se nem sei onde estou?
O meu eu está a anos luz de mim, em uma outra galáxia misteriosa, incrustado nas mais inóspitas estrelas do meu inconsciente. Nunca o encontrarei, nem chegarei perto disso, porém nunca deixarei de buscá-lo.
👁️ 299
Velho amigo
Acalma-te, velho amigo,
A noite já foi embora,
Aproveitas a breve aurora,
Antes que a tristeza faças abrigo
Esqueças a natureza efêmera
E coloques um sorriso em teu rosto,
Mesmo que o gozo seja pouco
Não deixes que a luz esmaecera
Sei o quanto é difícil viver
Mas do que adiantas morrer
Sem antes enfrentar o sepulcro da vida?
E, assim, talvez, algum dia, encontras a paz que desejas
Porém, até lá, sejas
O máximo de luz que conseguires ser.
A noite já foi embora,
Aproveitas a breve aurora,
Antes que a tristeza faças abrigo
Esqueças a natureza efêmera
E coloques um sorriso em teu rosto,
Mesmo que o gozo seja pouco
Não deixes que a luz esmaecera
Sei o quanto é difícil viver
Mas do que adiantas morrer
Sem antes enfrentar o sepulcro da vida?
E, assim, talvez, algum dia, encontras a paz que desejas
Porém, até lá, sejas
O máximo de luz que conseguires ser.
👁️ 283
Soneto de um quase ateu
Imbuído nas águas profundas e dubiosas da clareza,
Com os cardimiócitos fadigados pela inconstância da existência,
Minha fidúcia pela crédula transcendência
Se esvaiu diante da realidade lancinante da natureza.
Natureza na qual tudo destrói e tudo cultiva,
Apresenta-se indiferente ate ao mais afável sujeito
Como admitir a onipresença de um ser benevolente e perfeito?
Se o infortúnio é a causa mais expressante de sua devolutiva?
A clemente carne nume, assim, mostra-se apenas na abastância,
E todos aqueles que creem ou não na divina pragnância,
Estarão submetidos aos absurdos dos acasos da vida.
Libertei-me, portanto, da mendacidade religiosa,
Que, desde os primórdios, esfola
Os espíritos livres desta terra faminta.
Com os cardimiócitos fadigados pela inconstância da existência,
Minha fidúcia pela crédula transcendência
Se esvaiu diante da realidade lancinante da natureza.
Natureza na qual tudo destrói e tudo cultiva,
Apresenta-se indiferente ate ao mais afável sujeito
Como admitir a onipresença de um ser benevolente e perfeito?
Se o infortúnio é a causa mais expressante de sua devolutiva?
A clemente carne nume, assim, mostra-se apenas na abastância,
E todos aqueles que creem ou não na divina pragnância,
Estarão submetidos aos absurdos dos acasos da vida.
Libertei-me, portanto, da mendacidade religiosa,
Que, desde os primórdios, esfola
Os espíritos livres desta terra faminta.
👁️ 275
Uma conversa com a depressão
Chega-me de repente!
Tua abrupta presença translada toda minha serenidade,
Assolas meus prazeres, destrói minha felicidade
Só quem a tem assim sente.
Expressas em mim os mais terríveis sentimentos
Tiras toda minha potencialidade
Tenhas, por favor, um pouco de alteridade
Saias de mim só por um momento.
Ultimamente, ando questionando sobre o móbil da tua existência:
vives apenas para findar com minha quietude?
Ou fazes parte da minha essência?
Assim, talvez um dia eu entenda a tua incongruência
E, com isso, viveremos com mais prudência
Mas, até lá, viverei a mercê da tua violência.
Tua abrupta presença translada toda minha serenidade,
Assolas meus prazeres, destrói minha felicidade
Só quem a tem assim sente.
Expressas em mim os mais terríveis sentimentos
Tiras toda minha potencialidade
Tenhas, por favor, um pouco de alteridade
Saias de mim só por um momento.
Ultimamente, ando questionando sobre o móbil da tua existência:
vives apenas para findar com minha quietude?
Ou fazes parte da minha essência?
Assim, talvez um dia eu entenda a tua incongruência
E, com isso, viveremos com mais prudência
Mas, até lá, viverei a mercê da tua violência.
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