Lista de Poemas

Sua Realeza

Mulher em negro,
Meu egoismo deseja
Governar sua vida.
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Outro Sítio

Existe deste um outro teto não finito
Deste céu não descai nevoada ou friagem
Outra luz emanando do horizonte

Vegetação vagamente desaparecida
Mas ele não o deixa dar por preocupado
Em outro sítio ouvem-se minúsculos
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Vozes dentro de minha cabeça

Vozes murmuram e vociferam com frequência
Internamente apenas ele as escuta
No espaço estrito de seu crânio

Frases antes ditas por ela eram constantes
Ressoavam cotidianamente sem folga
Perturbando toda sua quietude
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Troca de Estação

Desvanecia-se o estacional áureo
Espia mediante a brecha da janela
E alucina vendo pedaços dela

Novamente desaparece a temporada
Os costumeiros devaneios retém-se por fim
Hoje os lábios ademais os ombros
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Bar Vermelho

Quatro idosos portugueses jogam as cartas
Na mesa triangular fora do bar vermelho
Que amanhã estava transmutando-se

Madrugada anterior corpo morto no chão
Ainda estava presente aos pés da mesa
Fumaceira enquanto um dos velhos reclama
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Quarto Cubico

Progressivamente agravasse em solidão
Timidez e remorso de suas interações
Continuamente os hospedes crescem

Tolhido no quarto cubico branco pálido
Enquanto jejua involuntariamente
Aquilo que urge por sobre suas mãos
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Reflexo Distorcido

Campo rasteiro de coloração extraída
Duas longas silhuetas femininas fitam
Águas que refletem excentricamente

Intimamente com um arrojado vislumbre
Miram uma imagem submersa em beleza
Ambas nuas por intenções artísticas
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Inútil Ambição

Refletia se era tamanha a ambição
Disseram-lhe que simples era o brilho
Sempre emanente da frases

Abarrota-lo com conceitos defeituosos
Tais descabidas e dispensáveis aspirações
Seria demasiada laboração
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Brados Inúteis

Berrava tal forma dirigia-se a ela
Pensava o porque dela não o compreender
Mas ela mais do que assimilava bem

Ela sabia elucidamente o que quer
O Seus Brados eram constantemente inúteis
Eu a sua mãe horizontais na cama
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O Notório Amigo

Polidamente renunciou a oferenda
Tinha importante monólogo para narrar
Recitou-o atento em sua dicção

O Auditor era um já notório amigo
Da qual sempre fiava-se na colaboração
Porém o tal também atônito ficou
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