carlos70

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dos dias



já não me habito
na quietude da bruma
da tarde.
há muito que deixei de ir
ao sabor das vagas
onde o sol se espelha.
já não me deleito
com os horizontes
ou os silêncios das árvores.
na neblina dos dias
vivem os meus gritos perdidos
à procura dum tempo de vida.
vão ficando lembranças doutros temposnuvens que não passam
vozes sem ventos
manhãs sem raízes
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Poemas

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dos dias



já não me habito
na quietude da bruma
da tarde.
há muito que deixei de ir
ao sabor das vagas
onde o sol se espelha.
já não me deleito
com os horizontes
ou os silêncios das árvores.
na neblina dos dias
vivem os meus gritos perdidos
à procura dum tempo de vida.
vão ficando lembranças doutros temposnuvens que não passam
vozes sem ventos
manhãs sem raízes
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nesta noite


nesta noite fria
neste quarto oco
já não tenho punhais
para dilacerar as minhas feridas
as minhas perdas
as minhas angústias.
resta-me esta folha branca
cheia de nada
estas letras partidas sem termo de chegada
resta-me este silencio
carregado de vazio
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