Carlos daniel dojja

Carlos daniel dojja

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Na face do tempo

 

Na face da noite refletida, 

Faltou-me tatear teu rosto,

A partilha ausente de tua boca,

O vôo de tuas mãos que em cego,

Somente o coração não desviu.

 

Faltou-me as horas do tempo,

Que te encontrava luz, 

No brilho saltitante do corpo em brasa,

Deitado sobre o verso de tua partilha.

Carlos Daniel Dojja

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Poemas

3

TRAVESSIA

"... Vaguei extensos sentimentos. 

Instaurei enternecimento.

Enxerguei um olhar. 

Cumpliciei ornamentos.

Modelei incertezas. 

Encontrei na travessia um amar.

Agora conspiro. 

Juntei-me ao tempo para atiçar infinidades..".

 

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Nada me foi dado

Nada me foi dado, ao escavar a sina,

 

Tão pouco o respirar da palavra,

 

Com a qual pulsei em fazer-me,

 

Ao moldar as desinquietações da alma.

 

Verti em mim, o que invisível a outrem,

 

Ligou-me a instintiva volúpia do querer ser,

 

E para existir, esculpi faces, lavrei estradas.

 

Só me sei a degustar inquietudes,

 

Que revestem a sombra margeada,

 

Da qual como planta, de si restaurada,

 

Faço-me caule em terra que habito.

 

Resisto. Pulso. Revivo. Dou-me instante.

 

Faço-me ouvir na calada dormente.

 

Escuto-me. Não sei. Apenas sorvo.

 

Que os outros em mim me traduzam.

 

Carlos Daniel Dojja

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Na face do tempo

 

Na face da noite refletida, 

Faltou-me tatear teu rosto,

A partilha ausente de tua boca,

O vôo de tuas mãos que em cego,

Somente o coração não desviu.

 

Faltou-me as horas do tempo,

Que te encontrava luz, 

No brilho saltitante do corpo em brasa,

Deitado sobre o verso de tua partilha.

Carlos Daniel Dojja

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