Escritas

Lista de Poemas

MICRO INFINITO

Era linda a mulher impossível

De um olhar esmeralda cortante

De uma serenidade insensível

De uma vontade inconstante

 

Furacão que de fora para dentro

não sabias nada do que me causava

mulher tu me arrebatavas o centro

senhora tu me arrancavas a alma

 

Sei também que era uma pequena folha

Que tremia ao vento de sua sensatez

Do limite micro do teu infinito

Infelizmente vencia sempre tua lucidez

 

Precipitei-me em meu fogo abrasado

Lacerei-me em instintos ardentes

Foram sonhos e delírios imprudentes

Uma valsa com um passo inacabado

 

No cruzar de olhares entrelaçados

As faíscas rajadas saltitaram

Em meus sonhos emoldurados

Ficará a ilusão que se amaram


👁️ 939

SENTIDOS

Eu decifro os olhos e os olhares

Eu distingo lépidos sorrisos

Do sentido pérfido das gargalhadas

Entenderei tudo o que pensares

Porque tem sentimentos lisos

Aguça-me essa moça desgovernada

 

Meu instinto é exato e preciso

Tua retina desandou na luminosidade

sutil baixa de pupilas à olhar o chão

Não esperava meu rosto conciso

Aparecendo no meio da tua verdade

Perdoa se dobro tua pulsação

 

Feliz eu seria se me dissesses sim

Tranquilamente aceitaria um não

Mas me confunde essa princesa insana

Esperta, não da a chance de botar um fim

Será o que pensa essa Deusa romana?

Talvez um capricho contradizendo esse coração


 

👁️ 707

INSTANTE INEXPLICÁVEL

 

Adentro aquele salão iluminado

Nada havia de luzes incandescentes  

Apenas velas no candelabro, tochas fumegantes 

Eis que surge  um som semitonado

E como um balsamo penetrante

Invade da flamenca guitarra um dedilhado

 

Não sabendo se é sonho ou se é miragem

Pensamentos vão tomando vida

Pareço estar bailando em Andaluzia

Apaixono-me deixo-me levar pela viagem

Embriagado em meus braços a prometida

A cigana bailarina cuja face reluzia  

  

O sangue ferve, aflora em mim o meu gene Espanha

E nesse lúdico delírio, vou mergulhando

Ouvindo palmas da Catalunha, rítmicas e cadenciadas

Uma rosa rubra minha mão apanha

Que século estarei navegando?

Intruso ou não, faço parte dessa madrugada 

 

Hipnotizado dentro do olhar da espanhola

Pareceu-me que fosse  me tragar do futuro

Seduzido, como homem e a sereia poderosa

Resisto.  Vagarosamente volto a mim, obscuro

E da fração de segundo em que dançou as horas

Veio um rastro de batom e também a rosa

👁️ 958

UAI

Não era ela a garotinha em meio às outras
Que me olhava enigmática e intrigante
Que eu conheci tão docemente pequenina
Entre os sorrisos o mais bonito e cativante
Uai, foi com ternura que assim eu concebi
a rosa do deserto a crescer no meu jardim
e tal qual a borboleta que começa evoluir
Agora senhorita a deslumbrar meu Hawai
E por um tempo eu te perdi
Nada de rastros, que nem bala de festim
E que surpresa, muito mais que de repente
Floresce linda, coladinha atrás de mim
E nesse tempo houve ternura
O secreto desejo, o sonho ea admiração
Mas não pude abrir minha armadura
Vestígios protegidos sem explicação
Mas só que a primavera escaldante dos que amam
Vem como louca um terremoto a tirar todo o meu chão
Então aceita senhorita o sentimento
Que agora jogo entre seus braços tudo que há em meu coração
👁️ 549

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments