Lista de Poemas
PARIDO!
Pessoas deprimidas são um sério problema
para o mundo
pois apenas enfatizam o quão duvidoso ele é
já dizia o velho Durkheim
para todos os suicidas de plantão;
ah como tudo é taciturno
e quando escrevo os poemas
no período noturno
tenho dúvidas a respeito
das coisas mais simplistas
e radiantes...
a escuridão
consome
consome
e consome
Desculpe-nos, Yoñlu, foi um tremendo engano!
Eu me sinto sozinho
como nunca me senti
sequer saberei
sobre o Universo
e sobre as estrelas
sobre os livros de fantasia
sobre ex-amores, sobre
os livros de poesia
Eu não estava
preparado
para nascer!
para o mundo
pois apenas enfatizam o quão duvidoso ele é
já dizia o velho Durkheim
para todos os suicidas de plantão;
ah como tudo é taciturno
e quando escrevo os poemas
no período noturno
tenho dúvidas a respeito
das coisas mais simplistas
e radiantes...
a escuridão
consome
consome
e consome
Desculpe-nos, Yoñlu, foi um tremendo engano!
Eu me sinto sozinho
como nunca me senti
sequer saberei
sobre o Universo
e sobre as estrelas
sobre os livros de fantasia
sobre ex-amores, sobre
os livros de poesia
Eu não estava
preparado
para nascer!
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Uma Cagada na Privada do Universo
Certas manhãs
eu sou uma cagada na
privada do universo
o destino é um peido fedido
de alguém emocionalmente feio
o mundo segue padrões estéticos
infundáveis impossíveis inviáveis
a poesia ronca no meio do meu peito
um estrondo nu do tamanho dos gozos
em versos
e há amores, pelo que vejo, que são
como céus calmos e azuis de meia dúzia
de nuvens carentes
e então
o apocalipse chuvoso relampeja
nos céus calmos do amor!
quando dei por mim
compreendi e aprendi sobre algumas artes
e sensos estéticos
eu beijei as nuvens de algodão ensanguentado
eu fodi o vão livre do MASP
[que é tão vazio quanto o presidente]
e eu fui me deitar em minha cama
num dos mausoléus do
Cemitério da Consolação.
eu sou uma cagada na
privada do universo
o destino é um peido fedido
de alguém emocionalmente feio
o mundo segue padrões estéticos
infundáveis impossíveis inviáveis
a poesia ronca no meio do meu peito
um estrondo nu do tamanho dos gozos
em versos
e há amores, pelo que vejo, que são
como céus calmos e azuis de meia dúzia
de nuvens carentes
e então
o apocalipse chuvoso relampeja
nos céus calmos do amor!
quando dei por mim
compreendi e aprendi sobre algumas artes
e sensos estéticos
eu beijei as nuvens de algodão ensanguentado
eu fodi o vão livre do MASP
[que é tão vazio quanto o presidente]
e eu fui me deitar em minha cama
num dos mausoléus do
Cemitério da Consolação.
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AFAGO AUSENTE!
todos os poemas já escritos são ineficientes
as folhas já caídas são ineficientes
os afetos que desenvolvo ora são frágeis
ora são ineficientes
ah e o afago?
o afago é um café quente!
mesmo quando cafés são ineficientes
o afago é um poema quente!
os melhores afagos custam
bem menos que 50 reais e duas
noites sozinhas
e seria tão mais fácil se, bem
de manhãzinha, fôssemos a uma
cafeteria e pedíssemos um
afago expresso,
pra viagem.
mas as coisas são ineficientes
e o meu afago é o afago ausente!
as folhas já caídas são ineficientes
os afetos que desenvolvo ora são frágeis
ora são ineficientes
ah e o afago?
o afago é um café quente!
mesmo quando cafés são ineficientes
o afago é um poema quente!
os melhores afagos custam
bem menos que 50 reais e duas
noites sozinhas
e seria tão mais fácil se, bem
de manhãzinha, fôssemos a uma
cafeteria e pedíssemos um
afago expresso,
pra viagem.
mas as coisas são ineficientes
e o meu afago é o afago ausente!
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Ao relento
Ao relento, no sereno da noite
temo ser inexistência
como vi quem inexistiu
por tanto morrer de desejos
de enrolar-se em braços
onde a Não-Reciprocidade
habitava e festejava.
Ao relento, no sereno da manhã
temi o meu reflexo
como em um espelho
entretanto, haviam momentos em
que o reflexo do espelho agisse
tão ríspido e afiado quanto
lâmina de navalha.
Ao relento, no sereno da vida
vi o amor cair do céu
assim como os dinossauros viram cair
o tal do meteoro
O amor sou eu, e eu me devoro!
Não cultive afetos que possam te destruir.
temo ser inexistência
como vi quem inexistiu
por tanto morrer de desejos
de enrolar-se em braços
onde a Não-Reciprocidade
habitava e festejava.
Ao relento, no sereno da manhã
temi o meu reflexo
como em um espelho
entretanto, haviam momentos em
que o reflexo do espelho agisse
tão ríspido e afiado quanto
lâmina de navalha.
Ao relento, no sereno da vida
vi o amor cair do céu
assim como os dinossauros viram cair
o tal do meteoro
O amor sou eu, e eu me devoro!
Não cultive afetos que possam te destruir.
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Comentários (1)
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allycia
2019-04-20
Que lindo seus poemas, pela sua biografia dá vontade de amigar contigo! Hahaha
me chamo Caio, tenho 18, sou estudante de jornalismo e tenho o sol em libra e a lua em câncer. Às vezes escrevo um poema ou outro. Tomo café mais do que a minha tag tolera, gosto de marcar páginas com objetos inusitados. Coleciono folhas secas e tenho uma cachorrinha que se chama Luna. La Voyage dans la Luna. Tenho como passatempo chorar escutando Smiths e fazer piadas extremamente sem graças que acabam sendo divertidas. Ando muito pela avenida Paulista, e gosto bastante de livros de bolso.
https://www.facebook.com/evoepoetico/https://www.instagram.com/_fuckingp0et/caioneumannalves@gmail.com
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