Lista de Poemas

Agora

Minha bela onda do mar
revolte-se ao meu redor
Afogue-me em teus seios


Tire-me os sentidos
Me faça alucinar uma só vez
E vá embora.


Por que tudo é melhor
quando vai embora
sem dar chance para as más horas.


Tudo é agora.
Tudo é melhor agora
e nada mais.
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Sereia


Essa bela sereia
Sirena
Serena

Se arrasta pelo mar como se fosse lençol de prata
Ansiando por roubar o fôlego de mais um.
Ela mergulha mais fundo e volta
como que para chamar atenção.

Ela se apoia na proa
Cantando alguma canção
Ela só quer tomar teu fôlego.
Nada mais
Só teu fôlego.

Esfrega a calda entre as espumas do mar
Balança os cabelos nas ondas do mar
E canta no canto do barco do homem perdido no ar

Sentindo querido. Se sentindo.
Não é querido. É fôlego e é só isso que ela quer.
Teu fôlego e nada mais.
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Glória

Esperei a glória em um tortuoso silêncio
Ninguém via, ninguém sabia, crie outro nome
Virei outro alguém atrás da glória.


Temia além do desprezo, o riso.
Aquele que escapou dos teus lábios quando quis contar-te quem era.
Esperei a glória sozinha, com a minha outra eu.


Lutando comigo e meus demônios.
Ainda não a encontrei, e por isso você ainda não me conhece verdadeiramente.
Mas saiba que quando eu a encontrar, você vai me conhecer de verdade.
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No vão da vida e da morte

No vão da porta
vejo a vida dançar com a morte.
Elas se amam como loucas.
O branco e o preto nunca foram tão belos.

No vão da porta
me sento sem sentir nada por elas.
A vida tão bonita, a morte tão curiosa.
Mas nenhuma me agrada.

Elas... só elas se amam
eu só assisto. levada pra cá, levada pra lá
Para onde uma delas quiser.

Mas nunca escolho qual quero
A vida me arrasta e me espanca.
A morte só olha, aproxima
mas não me toca.
Não quer guardar o brinquedinho de sua amava
Vida.

E assim eu sigo, arrastada no amor
da vida e da morte
até quando a vida cansar de mim
e a morte me guardar pra si.
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Desejo-te



Desenho-te em linhas tortas
como Deus fez a ti e teu caminho
E a mim e meu destino.

Modelo-te em curvas redondas
como a terra tão pequena
No final sempre voltamos ao mesmo lugar
No ponto redondo do mundo onde está eu e você.

Pinto-te em tons de preto.
Pois ele de tanto beijado por todos os arco-íris
fez-se dono, amante... de todas as cores do mundo.

Imagino-te como nuvem
Sempre pura, leve e linda
Não há nem mesmo as cinzentas feiura nelas.

Desejo-te como os peixes desejam o ar
E morro-me ao perceber que com você não vivo
E sem ti não quero viver.
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Cariño

Já é tarde, cariño;
Para dizer que me ama;
Para esperar pelas noite por mim.

Já passou o tempo, cariño;
De sujeitar-te em meus braços de ferro
Fazer-te em pedaços em meu leito de fel.

Já não há mais nós, cariño.
É só eu aqui em tantos prantos
E você em tantos braços
Tão distante de meus passos.
Já é tarde, cariño.

De voltar ao que já foi.
Ao amar o que se foi.
Ao querer o que já morreu.
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O navio dos desesperançados


O navio navega pelo turbulento Oceano Pacífico;
de pacífico não tem uma gota.
tão nervoso como furação no mar;

Flutua nas ondas revoltas
Procura a sereia raivosa
perdida nas bolhas do mar.

Dentro dele vai eu sozinha
desesperançada e sozinha
Sem saber o final do mar.

Para que lugar vou chegar
se no mar não vejo chegada
só redemoinhos e inhos de nada.

O navio dos desesperançados
Sentam na proa, olham o mar pela janela
Vagam em suas mentes mais insanas enquanto esperam chegar.

Mas aonde? Se para desesperançados
A esperança se afogou
e o mundo se cobriu de água.
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Comentários (1)

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6981025
2020-12-30

muito bom..