Lista de Poemas
Nós somos árvores
as folhas são majestades
as árvores usam coroas
e ás vezes formam coisas
Verdes folhas caem no chão
E são pisadas pela multidão
[decepção
esse nosso mundão
As árvores são grandes historiadoras
elas crescem, florescem
secam, caem
E andam, as árvores andam
Há as cor-de-rosas
violetas, amarelas, laranjas
verdes, marrom, tons de azul
Verdadeiras herdeiras do tronco
Elas usam vestidos
batons
sapatos
e brincos
Dos saltos das raízes
Até o alto do topo do último galho
Aonde se encontra o coroado
Denominado, desapontado
Milhões de pessoas passam por elas
todos os dias
e elas nunca recebem nem se quer
um: “olá dona árvore, tenha um bom dia!”
As árvores choram, se sentem odiadas
elas são machucadas
abandonadas
por esses caras que não valem nada
Você acha que as árvores estão paradas
mas elas estão apenas plantadas
e se você olhar em volta
São elas que dominam a parada
Somos frutos
E deveríamos honra-las
beija-las das raízes
até o coroado
E agora falando sério
você tem que se prometer
que a próxima árvore que esbarrar no seu caminho
você deve tratá-la com o maior carinho
Vinho Barato
quatro indivíduos
um álcool
e um cigarro
Um vômito
um incômodo
uma mentira
baita alma vazia
Um banheiro
uma fila
eu apenas sou
uma menina
Me virando sozinha
segurando a pia
deitada no chão
sem companhia.
Apenas Isso
o onirismo presente
em seu profundo
interior herodico
um toante
abacharelado
vosmicê
fantasiado
Lugar Azul
pra me inspirar e conhecer novas palavras
Visitar as ondas e suas camadas
Entrar debaixo das conchas
e agradeçer ás águas
Tomar um pouco de sal levando uma vaca
Admirar a maré quando mais alta
sentar na areia pra ficar pinicada
Olhar para a lua enquanto falo com fadas
No café da manhã uma boa mergulhada
assistir ao sol nascer
E mais tarde dizer adues amargurada
Preciso me conectar
Preciso de um mar
Preciso de um lugar azul pra boiar.
Subconsciente
E talvez através de meus relatos vocês vão conseguir entender
Tudo aquilo que vós tem curiosidade em saber
Tudo aquilo que meus lábios não são capazes de dizer
Pra falar a verdade
O meu mundo e o meu tudo
Nínguem nunca será capaz de compreender
Se um dia em meu cérebro tu for capaz de entrar
Tu verás que lá não há espaço para tu estar
Pois meus pensamentos são tamanhos confusos
E tu não serás bem vindo por lá
Ou sei lá, não custa nada tentar
Mas pode ser de grande azar
E rapidamente expulso tu será
Nunca me aconteceu de alguém ficar
Mas também foi porquê eu nunca quis ninguém por lá.
Rebeldia
Titulada como egoísta
Agindo com tamanha rebeldia
Ofendendo a maioria
Não querendo companhia
Quando sozinha na agonia
Mas sozinha muito bem preenchida
Sem nenhuma gritaria
Apenas escutando o barulho dos carros na avenida
O tempo passando despercebida
E nada de novo além de músicas bonitas
E boas escritas
Sobre a medíocre vida
Batendo palmas para pernilongos
Pisando em formigas sem pensar em suas familias
Tomando banhos longos
E pedindo para não acordar nos sonhos
Ar
Percebi que gosto de rimar
e a maioria das minhas frases terminar com "ar"
E o que pensar sobre o ar?
Já que não tenho a quem culpar
Declaro o ar a razão de eu não falar
Me explica uma coisa...
Como se comunicar em um ar
Que não da nem pra respirar?
Pela lógica da natureza é no ar
que os pássaros conseguem voar
Eles podem viajar
E cantam sem parar
Pássaros não tem medo do que há
E se eu não sou capaz de conversar
Como diabos eu vou me libertar?
Como diabos vou poder amar?
As vezes gostaria de ser um pássaro
e voar
Mas como não será possível
apenas terei de sonhar
Mas enquanto sonho
também irei anotar
E nas palavras irei achar
uma maneira de me encontrar
É quase segunda-feira
Minhas horas vazias
Com poucas gotas de alegria
Fantasiadas com fantasias
Tais nomeadas como Reis e Rainhas
Perto da onde as árvores andavam
Próximo também dos rios que rodopiavam
Estou falando de palácios
Plácido
Conturbado
Amotinado
Dentro do lar onde não faz sol
Aconchegada num sofá descolorado
Um aquário desanimado
E coisas jogadas por todo lado
Fascinado
Abandonado
Desencantado
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