Lista de Poemas
VII - na esperança da sorte que nos surge
VII
na esperança da sorte que nos surge
como promessa, aceitamos aguardar,
pela dispensa, antes da deserção,
intuindo a precipitação de dias melhores;
inventamos a temperança, convidamos
os mentores da solidão para nos convencer
a compreender a importância
de retroceder como invenção poética
estética, atemporal - extrusão
que se concretiza, tal qual uma incógnita,
sem representação, na imanência
perene e irrefreável da eruptiva rebelião
dessa construção insólita e inacabada
(Bernardo Almeida)
na esperança da sorte que nos surge
como promessa, aceitamos aguardar,
pela dispensa, antes da deserção,
intuindo a precipitação de dias melhores;
inventamos a temperança, convidamos
os mentores da solidão para nos convencer
a compreender a importância
de retroceder como invenção poética
estética, atemporal - extrusão
que se concretiza, tal qual uma incógnita,
sem representação, na imanência
perene e irrefreável da eruptiva rebelião
dessa construção insólita e inacabada
(Bernardo Almeida)
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II - Pastoreio a demora
II
Pastoreio a demora
Que corrompe a memória
Nela reverbera a ausência
De consistência inodora
Na consciência ilusória
E impermanente
Do tempo presente
(Bernardo Almeida)
Pastoreio a demora
Que corrompe a memória
Nela reverbera a ausência
De consistência inodora
Na consciência ilusória
E impermanente
Do tempo presente
(Bernardo Almeida)
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IX - Da eutanásia ao suicídio
IX
Da eutanásia ao suicídio
nenhuma falência
é desumana
quando toda queda
é espontânea.
A vida é um erro de percurso
que tentamos consertar.
(Bernardo Almeida)
http://bernardoalmeida.jor.br
Da eutanásia ao suicídio
nenhuma falência
é desumana
quando toda queda
é espontânea.
A vida é um erro de percurso
que tentamos consertar.
(Bernardo Almeida)
http://bernardoalmeida.jor.br
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I - Há um mar que nos derrete
I
Há um mar que nos derrete
Na decomposição dos dias
Há um ar que nos devora
Na demolição da aurora
No oceano em que me escondo
Há secura, imprudência e gozo
Corro para não chegar...
(Bernardo Almeida)
Há um mar que nos derrete
Na decomposição dos dias
Há um ar que nos devora
Na demolição da aurora
No oceano em que me escondo
Há secura, imprudência e gozo
Corro para não chegar...
(Bernardo Almeida)
👁️ 306
V - Nego o que me condena
V
Nego o que me condena
a seguir em frente
honrando a renúncia
com rescisões de difíceis decisões.
Mas, digna - inclinas-te
entretanto, pela indefinição
neste mundo rasteiro, rareia
a visão da queda e do chão
corrompendo os olhos - sem função?
(Bernardo Almeida)
Nego o que me condena
a seguir em frente
honrando a renúncia
com rescisões de difíceis decisões.
Mas, digna - inclinas-te
entretanto, pela indefinição
neste mundo rasteiro, rareia
a visão da queda e do chão
corrompendo os olhos - sem função?
(Bernardo Almeida)
👁️ 294
III - Fugaz é a mágoa irrisória
III
Fugaz é a mágoa irrisória
da derrota: desistência iminente
penitência convalescente
mas, quase sempre, obediência
reverente - como na escravidão
(Bernardo Almeida)
Fugaz é a mágoa irrisória
da derrota: desistência iminente
penitência convalescente
mas, quase sempre, obediência
reverente - como na escravidão
(Bernardo Almeida)
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Volúpia errante
Navegar é ir de encontro
Ao som inaudito do verso
Ainda a ser concebido
É uma tara, um manifesto
Contra a homofonia
De tudo que já está mapeado
Visto, lido e digerido
É partir em busca de si próprio
Lançando-se ao desconhecido
Sob o risco de encontrar-se
Emaranhado nas rédeas soltas pela loucura
Lendas, mitos e estrofes - o mar a desferir golpes
Para o navegante não triunfar
Inconsequência, eis a arrogância do desbravador
Ah! A pequenez de governar
Deixo aos monarcas de todas as eras
Corruptos, medíocres, medrosos
Dos tronos, escravos irreparáveis
Eu quero é desbravar!
Entrar para a história por uma outra porta
Que já existia, mas estava oculta
Até antes de eu chegar
(Bernardo Almeida)
👁️ 294
IV - Recuar, com sofreguidão
IV
Recuar, com sofreguidão
faz recrudescer a posterior
força da resistência - insurreição
(Bernardo Almeida)
Recuar, com sofreguidão
faz recrudescer a posterior
força da resistência - insurreição
(Bernardo Almeida)
👁️ 289
VIII - Histórias? Contem-me algumas
VIII
Histórias? Contem-me algumas
das quais esqueci - preciso sonhar
antes de dormir
com indecências rubras, vívidas
tímidas experiências lúbricas e inadvertidas.
Histórias? Contem-me algumas
que me façam gozar antes de acordar.
É preciso saber viver com a certeza
de que o amanhã não virá.
(Bernardo Almeida)
Histórias? Contem-me algumas
das quais esqueci - preciso sonhar
antes de dormir
com indecências rubras, vívidas
tímidas experiências lúbricas e inadvertidas.
Histórias? Contem-me algumas
que me façam gozar antes de acordar.
É preciso saber viver com a certeza
de que o amanhã não virá.
(Bernardo Almeida)
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VI - É para contestar
VI
é para contestar que
autenticamente nascemos.
Vivemos para ser vis
enquanto hostilizados
permanecemos
(Bernardo Almeida)
é para contestar que
autenticamente nascemos.
Vivemos para ser vis
enquanto hostilizados
permanecemos
(Bernardo Almeida)
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