Na vida do tempo
Ando na estrada da vida
Vivo na estrada da vida
Sempre descalço na calçada
À procura dos vendavais da vida
Já pisei a lágrima do tempo
Roubei segundos e minutos
Para tropeçar no relógio do tempo
Mas por desconhecer o mayombe do tempo
Faço tempo para me despistar no abecedário da vida
Hoje sou o retrato do tempo
Sem redacção para reportar a minha acção
Ando por ai
Atraz do tempo que perdi
Do tempo que levaram
Correndo descalço na vida do tempo
Ando por ai
A Soletrar o abecedário da minha vida
Que apesar de estar soletrada
Continua na calçada do tempo
Sempre a roubar minutos e segundos no olhar desse povo
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