Escritas

Biografia

Escritor amador há aproximadamente 20 anos .

Lista de Poemas

Total de poemas: 4 Página 1 de 1

Com o infinito...



Com o infinito cosido sobre a pele dos olhos,
Adivinho-me universo.


Um verso,
Pássaro de éter e sonho,
Deflagro-me aurora.


Como o horizonte habita as asas,
Habitar-te-ei  
-ainda hoje-.


Como quem se sabe maior em outro
 E compartilha-se em clandestinos sons, cheiros e luzes,
Incendiar-me-ei com todos os teus arrebóis,
Pois teus poros
Transpiram
Em minha pele
O que, em mim,
É desconhecimento,
Revelação
E incompletude.


Como o canto do pássaro
Desconhece palavras,
Hoje,
Em silêncio de olhares,
Seremos poesia.





©Anderson Christofoletti
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Se teu...


Se teu
Horizonte
Pudesse alcançar
A fome que tenho
De liberdade;
De seres-me o que
-Sem ti-
Falta-me,


Talvez
Colhêssemos
Gestos tolhidos de seus meios:
Asa sem vento;
Firmamento
Sem arrebol


E,quem sabe,
Visitasse-nos
Novamente
Aquele vício antigo
De sempre e sempre
Sermos manhã azul...


Se minhas asas
Ferissem teu céu,
Talvez
Reencontrasse
Aquele meu velho hábito
De guardar
O perfume de teu cabelo
Tatuado no vento
De teus caminhos


E talvez,
Tu,
Revivesses
O vulnerável
Prazer
De acariciares
Minha
Tua ausência,
Sempre
Quando
Faz-se preciso
Viver
E amar
-Lentamente-
Da forma
Mais
Urgente e viva.






 
©Anderson Christofoletti
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Trarei...

Trarei,
Em meu peito,
Janelas de borboletas
Recitadas
Em cores várias;


Árias,
Talvez óperas;
Asas,
Talvez horizontes;
Horas,
Talvez eternidades...


...sim,
Pequenas grandes eternidades
Para você usar com aquele seu vestido
De nuances primaveris:
Aquele que descansa
Flores azuis perfumadas
Sobre seus quadris.


Trarei também
-à luz-
Seu segredo branco
De atenção expectante
E  leitura casta.


Depois,
Tatuarei suas fragilidades
Sob minhas pálpebras
Para que,
Desta forma,
Possa arquitetar
Os itinerários de meus toques
Em seus dias de escuridão
E fazer,
Desta,
Minha parte
Em nossa proposta de doação;
Em nossa reinvenção
Do amor.








©Anderson Christofoletti
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No céu...



No céu da casa
Que mora em mim
Tem um jardim azul
E um pé de vento
Que floresce sonhos
Em noites consteladas.

De manhã,
Alguns passarinhos
Sobem até meu jardim
E me pintam
Com as cores destes sonhos.

Nesta hora,
Sinto a somatória
De todas as suas asas.

Acho que isso é amor.



©Anderson Christofoletti
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