ana_galhardo2022

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Os amores perfeitos


Hoje vislumbrei a tua porta.

Vi-te distante,

Tremo sempre que te vejo ao longe.

Porém, não evito o encontro.

Sei porque tremo,

E porque vou:

Chamamento…

Encantamento…

Acabo por entrar:

O odor é inebriante.

Entrego-me ao toque.

Um, depois outro, e mais um.

Delícias de amores perfeitos,

Cujos títulos me convocam,

Cujas capas me convidam,

Palavras arrumadas

Em cores perfeitas

De amores tantos.
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Poemas

2

Pagar o choro



Seis carpideiras estavam à espreita.

Anúncio feito de adeus eterno.

Se este era seu único jeito de se fazer ouvir!

Preparavam-se para seus postos,

Com o tédio no lugar do sentir,

Sentiam-se atrizes, como as dos filmes de a sério.

Só não chegava quem lhes afagasse

Choros, gritos, soluços aflitos.

Seis carpideiras regressavam da capela,

­para suas casas.

Em passos rápidos se abanavam.

Já a cogitar na janela e na panela de cobre.

Já a pensar no próximo ai e na próxima lágrima,

Que se isto não era verdadeiro, não sabiam o que era.
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Os amores perfeitos


Hoje vislumbrei a tua porta.

Vi-te distante,

Tremo sempre que te vejo ao longe.

Porém, não evito o encontro.

Sei porque tremo,

E porque vou:

Chamamento…

Encantamento…

Acabo por entrar:

O odor é inebriante.

Entrego-me ao toque.

Um, depois outro, e mais um.

Delícias de amores perfeitos,

Cujos títulos me convocam,

Cujas capas me convidam,

Palavras arrumadas

Em cores perfeitas

De amores tantos.
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