Escritas

Biografia

Sou feito de lembranças e incertezas. Escrevo porque há em mim algo que pede forma, como se cada palavra fosse uma tentativa de respirar. Na poesia encontro abrigo — um refúgio silencioso onde posso existir sem máscaras. Carrego a melancolia como quem carrega uma velha amiga: ela me dói, mas também me ensina. Das cicatrizes, nascem versos; do silêncio, reflexões. Não escrevo para ensinar ou convencer — escrevo para compreender. E, talvez, quem ler o que escrevo encontre em minhas palavras o mesmo consolo que busco nelas.

Lista de Poemas

Total de poemas: 6 Página 1 de 1

Apodrecido

Rubro sangue 
Apodrecido 
Escárnio 
Corrói Veias 
Cansadas 
Destroçadas 
Ilusão!

- Allan Garrido

👁️ 30

Fratura

Exposta fratura 
Ontem caí 
Apodreci 
Em amargura

- Allan Garrido

👁️ 2

N ú  
Quase um  
Eu e vc  
Únicos

- Allan Garrido
 

👁️ 41

Eu quero

Eu quero
que você
se exploda
em mim.

- Allan Garrido

👁️ 7

Palavras

Quando puder, derrame no papel um oceano de palavras que passeiam em tua mente.
É necessário expor o mundo que perturba e explode aí dentro. Como um vulcão, as letras que não foram consumidas pela razão do tempo agitam-se, e ocorre a ebulição necessária para que jorrem pensamentos e coisas não ditas.

Cuida-te com carinho, para que essa explosão seja de palavras boas para quem estiver por perto.
Caso contrário, serão lançadas fagulhas incandescentes no coração de pessoas despreparadas e sem vocação alguma para serem alvos da tua raiva incontida.

Faze de ti pessoa serena e, como um escultor, vai retirando os excessos, deixando apenas o essencial — aquilo que realmente importará ficar contigo.

Que teus dias sejam mais leves, sem o peso da palavra não dita.
E se for falar, escolhe entre elas as que não irão ferir quem quer que seja.

Encare a folha de papel — ou qualquer outro lugar onde for escrever — como um oceano, no qual caberá a você escolher por qual caminho seguir.

Mergulhe nas águas profundas do texto e, feito pescador, lança a rede para arrebanhar as melhores frases e as palavras mais sinceras.
O papel, no entanto, pode ser um local de desabafo — um mundo ainda intocado, inexplorado — e cabe a você, amigo(a), dar vazão à verdade que é só tua.

Cabe a você nadar em águas rasas ou mergulhar nas profundezas do teu ser, colocando para fora tudo o que já preenche por inteiro a sua mente e o seu coração.
Se pretende navegar em águas tranquilas ou se prefere o maremoto das emoções, a ti pertence tão importante decisão!

Seja qual for o caminho escolhido, que a bússola seja o bom senso e o farol a te guiar por águas nunca antes descobertas.

Antes de encerrar, um importante aviso ao caro(a) leitor(a):
Onde está escrito “água”, leia-se “papel”.

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Alma

Eu quero ver
sair na rua
e mostrar a
alma.

- Allan Garrido

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