Lista de Poemas
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Soneto Maldito 2: Do Útero I
Do útero sepulcral fui mal nascido
Mal feito, mal amado, mal gerado
Fui por esta vida pisoteado
Como um feto corrompido e torcido
Do útero massivo fui mal querido
Pela eterna falta fui destroçado
Pelas pessoas sempre ignorado
Sem amigo, amor, nem nada vívido
Eu só queria ao útero estar de volta
Por que me agarro a vida que se solta?
Tento mas me pergunto porque insisto
Porque aquele calor virou esse frio?
Porque no mundo não há nada gentil?
Tento mas mal consigo e mal existo
Mal feito, mal amado, mal gerado
Fui por esta vida pisoteado
Como um feto corrompido e torcido
Do útero massivo fui mal querido
Pela eterna falta fui destroçado
Pelas pessoas sempre ignorado
Sem amigo, amor, nem nada vívido
Eu só queria ao útero estar de volta
Por que me agarro a vida que se solta?
Tento mas me pergunto porque insisto
Porque aquele calor virou esse frio?
Porque no mundo não há nada gentil?
Tento mas mal consigo e mal existo
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Soneto Maldito 3: Do Útero II
Do útero já vim a esse mundo, maldito.
Parido, já fui logo condenado
A estar sempre ao passado agrilhoado
Em meio a essa vida sem sentido
Do útero, já sem afeto. Cretino
Fui desde o meu nascer. Surrupiado
Foi meu ser nesse país malogrado
Derrotado. Agora já fui vencido
Vim para esse mundo para sofrer?
Deus de Salomão, porque me criaste
Se nunca me ensinou como viver?
O Meu sofrimento não observaste?
Como não me mutilar até morrer
Meu Deus, nesse mundo que mal Zelaste?
Parido, já fui logo condenado
A estar sempre ao passado agrilhoado
Em meio a essa vida sem sentido
Do útero, já sem afeto. Cretino
Fui desde o meu nascer. Surrupiado
Foi meu ser nesse país malogrado
Derrotado. Agora já fui vencido
Vim para esse mundo para sofrer?
Deus de Salomão, porque me criaste
Se nunca me ensinou como viver?
O Meu sofrimento não observaste?
Como não me mutilar até morrer
Meu Deus, nesse mundo que mal Zelaste?
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