Biografia
Alcião é pseudónimo de António Alberto Gonçalves da Silva. Nascido no Porto em 1950. Engenheiro Eletrotécnico, Mestre em Física e Doutor em Didática. Professor de Física. Autor de livros de divulgação científica e Didática. Instrutor de Tai Chi e Chi Kung.
Lista de Poemas
Total de poemas: 7
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Do mar que é este
Do mar que é este
Que mar supor
ao não sentir
de abraço a cor
de um sorrir —
qual pico-pico
sem ter balança
nem sequer bico
ou pulga em França
Como solver
rimar por mor
do que dizer
ou rima a pôr —
qual incender
que ela dita
o esconder
da mais bonita
De si um fio
de ocaso reste
sem foz de rio
no mar que é este —
qual fio a ser
rio a saber
a mar e ter
de o não ser
De Si De (2021)
Que mar supor
ao não sentir
de abraço a cor
de um sorrir —
qual pico-pico
sem ter balança
nem sequer bico
ou pulga em França
Como solver
rimar por mor
do que dizer
ou rima a pôr —
qual incender
que ela dita
o esconder
da mais bonita
De si um fio
de ocaso reste
sem foz de rio
no mar que é este —
qual fio a ser
rio a saber
a mar e ter
de o não ser
De Si De (2021)
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Agoras
AGORAS
em tempos que fui havendo
eu corria contra o tempo
e agora
vou correndo à frente dele
ele sempre atrás de mim
não sei se fugindo eu dele
se fugindo ele de mim
corro eu e corre o tempo
um contra o outro correndo
e agora
em tempos que fui havendo
eu corria contra o tempo
e agora
vou correndo à frente dele
ele sempre atrás de mim
não sei se fugindo eu dele
se fugindo ele de mim
corro eu e corre o tempo
um contra o outro correndo
e agora
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À vela cavo
À vela cavo
Olhando apenas adentro
ou afora mas só perto
não vejo cantos no mundo
e do tempo nem um quarto
Em afora e no dentro
contendo por ser aberto
O ser fechado circundo
de dentro para fora parto
contando
no tempo do coração batimento
captando
no espaço da razão pensamento
cavando
na força de reação movimento
sentindo o dentro no fundo
ser um avo do lá fora
abrindo cada segundo
em espaço que demora
Almejando que desponte
no horizonte
um quarto
um canto
no mundo
Traz-te (2010)
Olhando apenas adentro
ou afora mas só perto
não vejo cantos no mundo
e do tempo nem um quarto
Em afora e no dentro
contendo por ser aberto
O ser fechado circundo
de dentro para fora parto
contando
no tempo do coração batimento
captando
no espaço da razão pensamento
cavando
na força de reação movimento
sentindo o dentro no fundo
ser um avo do lá fora
abrindo cada segundo
em espaço que demora
Almejando que desponte
no horizonte
um quarto
um canto
no mundo
Traz-te (2010)
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Iou!
Iou!
Iou – iou – iou
Que maluca garrafa de rum
Iou – iou – iou
E pum e pum e pum
Saguís ratos gatos pandas
Bichos destas e outras bandas
Caravanas de cães a ladrar
A passar voar e cantar
E a visão insiste
Regurgitou
E de calma em riste
Se endireitou
E foi então
A sensação
Vinda em repente
Como a passar
Todo um presente
Cru a chamar
Venha pois tal presente.
Fixar ideias
Não as deixar voar
Ideias bem cheias
E sem tintas-meias.
E não esperar demais:
antes que seja tarde
é tarde demais.
Ligou a máquina do tempo
E acordou no futuro
Quando era amanhã
Que presente bem passado!
Venha daí só mais um.
Iou – iou – iou
Que maluca garrafa de rum
Iou – iou – iou
E pum!
De Si De (2021)
Iou – iou – iou
Que maluca garrafa de rum
Iou – iou – iou
E pum e pum e pum
Saguís ratos gatos pandas
Bichos destas e outras bandas
Caravanas de cães a ladrar
A passar voar e cantar
E a visão insiste
Regurgitou
E de calma em riste
Se endireitou
E foi então
A sensação
Vinda em repente
Como a passar
Todo um presente
Cru a chamar
Venha pois tal presente.
Fixar ideias
Não as deixar voar
Ideias bem cheias
E sem tintas-meias.
E não esperar demais:
antes que seja tarde
é tarde demais.
Ligou a máquina do tempo
E acordou no futuro
Quando era amanhã
Que presente bem passado!
Venha daí só mais um.
Iou – iou – iou
Que maluca garrafa de rum
Iou – iou – iou
E pum!
De Si De (2021)
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Poeta não fingidor
O poeta não é fingidor
E foge tão completamente
Do que apenas finge ser dor
Que sente só a dor que sente
Traz-te (2020)
E foge tão completamente
Do que apenas finge ser dor
Que sente só a dor que sente
Traz-te (2020)
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SANDAR
SANDAR
Verbo de ir-se em corrente
Como vou?
Vai-se andando, vou sandando…
Sandando (2018)
Verbo de ir-se em corrente
Como vou?
Vai-se andando, vou sandando…
Sandando (2018)
👁️ 184
A três de muitos escritores
A três de muitos escritores
Em jangada de pedra navegar
Nome de rosa em eco pendular
Mil-quem-deras de leve sustentar
Traz-te (2020)
Em jangada de pedra navegar
Nome de rosa em eco pendular
Mil-quem-deras de leve sustentar
Traz-te (2020)
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