DECISÃO
A VIDA MUITAS VEZES SE TORNA CONFUSATORNAMOS PALAVRAS SOLTAS EM DESASTRESMOMENTOS DE ALEGRIA EM PEÇAS SEM USOHISTÓRIAS PROFUNDAS EM SIMPLES VESTESLEMBRANÇAS DO DIA ANTERIORERAM NOSSAS RAÍZESPARECIAM SEREM ETERNOSHOJE APENAS CICATRIZESAPARENTEMENTE ERA DOCEAGORA AMARGA A BOCADESTRÓI OQUE ERA PRAZERTORNOU-SE LOUCURA VIVER UM VAZIO SE ESCONDE ONDE FOSSEPENSAR INCÔMODA TER QUE ESCOLHERDURA DECISÃO A SE FAZER
FURA SE O PEITO EM TREVAS
TIRA OQUE PERTURBA A ALMAAPÓS A DOR CONTIDASE PACÍFICA E CONSOLIDA A CALMA
REVELAÇÃO
Quando terei meu nome mais que em sua mente,
Estancado nos livros lidos,
Vividos mais que em paredes fechadas,
Histórias a serem contadas!
Há que dizer que são meras palavras soltas,
Risadas expostas, prosas,
Ficar na eternidade de um pensamento guardado,
Um prazer ilusitado.
Transpassar montanhas em sonhos,
Tirar as vendas do pecado,
Amar e ser amado,
Não fugir do outro lado.
Pedidos feitos além do esperado,
Seja no suor de seus braços,
No calor de um abraço,
Ou apenas de um momento calado.
Espero a revelação de um instante,
Talvez de uma história maior que antes,
Quem sabe mais que de um amante,
Oque era um eterno amor guardado,
Sobreponha com calma a sua própria alma.
SUFOCADA
Presa nas paredes fechadas,
entre gritos que se negavam a fluir,
Contida na dor das perdas ,
a tolerância de um corpo que não deixava sair.
Intenso sentimento de não mais ter,
Ao mesmo tempo frio e distante,
Remoendo no peito oque não se podia conter,
Via se nova estrada a ter que percorrer.
Já não havia mais ninguém,
O céu sem estrelas a deitar nessa cama,
Sensação de delírio muito além,
Suportar ou liberar essa dor e drama
Ainda não era possível identificar,
Não sabia se era o momento de se libertar,
Sufocada estava ali,
Deitada e mumificada diante de mim.
O momento espera o grito calado,
A arranhar a garganta antes seca,
Que agora como ventre cortado,
Destruido foi silenciado .
Chegará ou será esse o momento,
em que se esvaziará a alma,
buscará o alívio desse grito,
Ou manterá sufocado esse sentimento!!
INCONCLUSIVO
HOUVE UM TEMPO QUE SE CALAR ERA REFÚGIO,
SILÊNCIO PERDIDO,
PENSAMENTOS INCONCLUSIVOS
TALVEZ DEIXAR O CORPO DIZER
O QUE A BOCA NÃO É CAPAZ DE EXPRESSAR
ESSE RESPONDE NA JUNÇÃO
A LEITURA FAZ PRESENTE
ALMAS ARDENTES
DIFÍCIL ENTENDER E EXPLICAR,
QUEM OUSA UMA PALAVRA DIZER
A VIR SE ARREPENDER
DEIXA-O CONTAR AS LETRAS
REVELAR OS MISTÉRIOS
ESCLARECER CADA MÚSCULO CONTRAÍDO
E CADA GEMIDO.
ENTRE SONS - A DESCOBERTA
Silencioso e continuo movimento das folhas,
Encontrava-se presa no mundo criado pela natureza,
Nada de novas vibrações , só ouvia o barulho das bolhas ,
distribuidas entre as gotas e pedras caídas como em represa.
Enquanto o vento roçava calmo o meu mundo,
Vivia o aconchego do desconhecido ,
O som do nada e o silêncio do tudo,
Confortava um pensamento estremecido.
Uma luz ao entardecer,
Um toque antes desapercebido,
Uma sensação que fez tremer
Deixar acontecer o não vivido.
A luta entre manter o silêncio, interiorizando,
Adormecido ao meio do vazio que ecoava,
Que já enraizando,
Nova turbulência apresentava,
Entre sons se via a profundar,
O passado sem forças pra continuar,
agora sobrepunha o silêncio,
perdida entre sussurros e constrangimento.
Já não era mais a mesma
Não continha seus desejos,
O vazio explodia o eco na garganta antes presa,
Revelando o despertar de uma antiga pureza.
DANÇANDO EM PENSAMENTO
Manhã calma,Olhos fechados,Ecoava distante em minha alma,uma canção, Afagada em minha mente,um sonho logo a despertar,Sensação boa, insistente
lençóis a me enrolar,
Dançando em meus pensamentos,
Presa àquele momento,
A música roçava pelo corpo,Movimento suave , lentoFlutuava entre nuvens.Fugitiva naquele lugar.Instantes passavam,Negava a ter que acabar.Percorria linhas ,descobertas no ar,Olhos não abram,Emplorava o corpo não voltar.Mantinha o sonho e a nova descoberta,ali estava o desejo em dançar.
ESQUECER
DO QUARTO, OUÇO A ÁGUA A ESCORRER NA PIA, APAGO A LUZ E NADA MAIS ESCUTO,SUA IMAGEM PERMANECE , SORRIA,APENAS MEUS PENSAMENTOS EM LUTO,DEITADA NOS LENÇÓIS FRIOS,ME ATREVO A ADORMECER SEM SEU CALOR,ME ACOLHO NO TRAVESSEIRO AO LADO,NA ESPERANÇA DE ACORDAR SEM ESSA DORDESPERTA-SE O SONO,A CHUVA A CAIR LÁ FORA,DIVIDE O SENTIMENTO DE ABANDONO,DESDE O MOMENTO QUE FOSTE EMBORA.ACORDAR E VER QUE JÁ NÃO EXISTE NÓS,RESTARAM -SE FATOS E FOTOS,NA MEMÓRIA O SOM DA SUA VOZ
O APERTO NO PEITO, PALAVRAS
FICARAM NO ESQUECIMENTO,NADA RESTA NESSE MOMENTO,A NÃO SER TER QUE ESQUECER,E A ANGÚSTIA DO NADA A FAZER.
FUGA
Entardecia e logo a dor da noite chegava,Janelas fechadas, Pela fresta via luz , sons e risadas, Ali um Mundo paralelo , vastas recordações,Escondia sonhos, perturbações,Antes apenas rumores .Agora melancólica, dores,Vencida e Adormecida,alguns soluços já esquecidos,
Amanhecia e chegava novo dia
Levemente os olhos se abrindo,Desconforto, reproduzido,Trouxe consigo um aviso,Liberado um raso sorrisoA fuga aguardava nova noite,Se perder entre o dia,Real história se escondia.
SAUDOSISMO
Correndo, porque tamanha pressa,Desviar do vento, do perfume, da brisa,Nem tudo será ruim, o que nos resta,Viva cada história, crie nova trajetória.
Momentos fugazes,
Nem sempre serão depreciados,
Talvez um aprendizado,Um reequilíbrio desconsiderado.Amarrar-se em um encantamento,Desbridar feridas cicatrizadas,Escórias perdidas,Noites mal dormidas.Arrastadas as fúrias do passado,Risque o lixo, guarde o luxo,Reescreva, crie e compartilhe,Dê adeus ao que não é seu.
SILÊNCIO
PRESA ÀQUELE MOMENTO,
CUJO SILÊNCIO PARECIA NÃO TER FIM,
PROFUNDO DESVANEIO,
ESTAVA RENDIDA,FRENTE AOS RESTOS DE FERIDAS .COMO EXPLICAR OU APAGAR,ESCONDER PODE SER UMA REGRA MAS NÃO UM FATO,OS QUATRO VENTOS LEVA E TRAZ A TODO LUGAR,A ALMA SOSSEGADA FINGE QUE NÃO HÁ NADA A FALAR. A MENTE JÁ ESTÁ A ESPAIRECER,NÃO SE INCOMODA DO QUE VÃO DIZER,SORRI FRENTE AO DESCASO,MANTÉM O ESTADO MESMO FEBRIL,SE PÕE A MESA COM GENTILEZA O VAZIO NÃO TORNA A MODIFICAR,O SILÊNCIO SE MANTÉM,O REFLEXO NÃO É O QUE DIZ EM SEU INTERIOR,E SIM OQUE ESTÁ FECHADO MANTENDO A DOR.