Biografia
Lista de Poemas
Parque Amantikir
Quando sua alma não deseja se expressar, não insista.
Calar-se não significa ser árido.
Fique em paz com a sua borboleta imóvel.
Apenas permita que o espelho d'água reflita o mosaico de seus jardins.
Harmonize-se com o jardim das sombras.
Solidifique a sua identidade com o jardim das raízes.
Alegre-se com os patamares de sua Fícus em constante amadurecimento.
Amplie a privacidade do seu lar interno com a aparência frágil da estética do jardim de capim.
Perca-se no labirinto clássico de seu ser.
Fortaleça-se com os pedregulhos do rock garden.
Siga pelo lago das pontes. Rumo à fertilidade, entre na trilha das bromélias.
Rebele-se contra os padrões rígidos com a valorização da natureza do jardim inglês, mas mantenha-se firme com os seus sonhos como as coníferas do jardim francês.
Reconcilie-se com o entorno como o jardim japonês.
Aproveite o jardim chinês para estimular a sua imaginação e criatividade.
Vá para longe com os moinhos de vento do jardim alemão.
Perfume-se com as flores do jardim austríaco.
Contemple o jardim arquitetônico do seu psicossoma.
Liberte-se com a livre assimetria do jardim romântico.
Aqueça-se com a lareira do bosque outonal.
Conforte-se com o jardim de orquídeas.
Conecte-se com Deus no belo mirante e perceba que é o sujeito desse jardim autoral.
23/01/2019
Caleidoscópio
O organismo da poesia é um espetáculo da biodiversidade.
É um verdadeiro cardápio de biomas.
Seu alcance é estratosférico.
Seu esqueleto é composto de galáxias, faunas e floras.
A linguagem é seu ecossistema.
Com histórias, sonhos e fantasias é fácil representar uma estrofe.
Em um cenário de vivências coletivas se estrutura a versão particular de um verso.
Com a expressão de emoções é construído um poema.
Assim como as paisagens naturais, o deserto e o clima árido da poesia são excepcionais.
Imagine encantar com as rimas da alexitimia?
Divertir com a esterilidade de bagunça?
Aquecer com o gelo da apatia?
Refrescar com o fogo da paixão?
Poesia é um universo de esperança, de oportunidades.
Infelizes e pobres daqueles que não desfrutam do poder revigorante que é a poesia.
Façamos uma ode à poesia através de uma salva de palmas.
20/01/2018
Odisseia
O tempo é ininterrupto.
Já o relógio é paralisante.
Entre o prazer e o temer há o fazer.
Que nostalgia mais tendenciosa.
As curvas da partida são silhuetas provisórias da viagem permanente.
Onde a maresia da rotina esteia a suntuosa melodia.
Chegada? Que chegada?
Os ponteiros sinalizam o fim da batalha, mas o mistério continua.
31/05/2019
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