Minha amiga vida
Minha amiga vida
hoje se desdobra em passos lentos,
e eu aqui
querendo acelerar o caminho.
José passou 17 anos preso.
enquanto acorrentado,
não havia nada de sonhos?
Saber esperar é obra de sabio
ou de santo?
Minha amiga vida
hoje se desdobra em passos lentos,
e eu aqui
querendo acelerar o caminho.
José passou 17 anos preso.
enquanto acorrentado,
não havia nada de sonhos?
Saber esperar é obra de sabio
ou de santo?
Minha amiga vida
hoje se desdobra em passos lentos,
e eu aqui
querendo acelerar o caminho.
José passou 17 anos preso.
enquanto acorrentado,
não havia nada de sonhos?
Saber esperar é obra de sabio
ou de santo?
Ainda morrerei nessas
Noites de amargura.
Que me cercam
Levantando questões da vida.
Que, por segundos,
Me faz duvidar de tudo,
Duvidar dos céus
Duvidar de mim mesmo,
Me faz querer jogar
Tudo para o alto
E deixar ao acaso
A vida de desleixo,
Que, nessas noites de amargura,
Não faz nenhum sentido.
Vou embora pro nordeste,
eu vou lá para o Ceará
conhecida terra da luz
de Patativa e Zé de Alencar.
Vou porque lá é bom
de convivio e moradia,
Todo mundo é simpatico
lá ninguem faz cara feia
E chegando arrumarei
para mim uma casinha
bem nas brenhas vou morar
lá no meio das campinas
Onde o bem-te-vi canta alto
e o João-de-barro é arquiteto.
Viva o sossego.
(Poema sobre minha ida para o sul, quando eu senti saudade do nordeste)
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