Uma Noite de Inverno

Escuridão no firmamento,
Chuva que cai ao sabor do vento,
Vento que assobia e chama por alguém
Deambula por lugares que não são de ninguém.
A noite cai e a cidade adormece
Tudo em si se retrai, tudo em si esmorece.

Ruas desertas, despidas de movimento
Ruas caladas e sem qualquer pensamento.
É a indiferença que acorda e o mistério que se instala
O frio que se intensifica percorrendo sala a sala.
Um corpo que aquece junto a uma lareira
Enquanto outro arrefece por não ter uma telha.
É a brancura que se apodera de um vidro
Privando-nos de olhar para o exterior,
Um ajuntamento de pessoas
Tentando provocar o calor.

Por fim a multidão desvanece
E o calor cede ao frio,
Uma sala que antes estava cheia
Transborda agora de vazio.
Muda, surda, insípida,
Não respira, não tem vida,
Prostrada pelo silêncio,
Abandonada e esquecida...
229 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.