MUDAR

Melodias.
Sons de passos.
Escadas sem corrimão.
Escuro sem luz.
Passeios sem risos.
Bancos vazios no parque.
Velhos olhos sobre antigas estatuas de mármore.
O navio a zarpar.
Não sei por que estou aqui,
olhando para o fundo de uma existência sem volta.
Seguro uma carta sem nome:
nela tinha algo que poderia mudar-me,
mas mudar-me já não se faz mais necessário
Precisaria mudar o tempo,
precisaria mudar as palavras,
precisaria mudar o coração,
mas, mudar por mudar, não tem sentido.
(Joathã Andrade)
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