Faço do abismo a minha morada

Faço do abismo a minha morada

O procuro pela existência
Sem dia e nem hora marcada
Seguindo sempre uma nova aventura.

Tua manifestação é singela
No submundo dos desejos
Na ebulição dos pensamentos.

Na sombra que espreita a consciência
Que subverte valores genuínos
Por isso, testemunhamos tantas incoerências.

Teu vilarejo pegando fogo
Tudo vai sendo destruído
Até sem chão ficar.

Janelas fechadas
Na vida nenhuma esperança
Somente o choro e ranger dos dentes.

Nos porões da consciência
Encontro o medo e angustia
Onde me deleito em completo sofrimento.

No poder exercido contra o outro
Me encho de felicidade
Com perversidade no prazer.

No meu íntimo me excito
A dor do outro me traz conforto
Penetro com violência o teu espaço.

Tua busca anda esdrúxula
Indiferente com a história
Sem consistência alguma.

Medite no que produz vida à tua vida
Liberando a suavidade dos pensamentos que curam
Por um segundo e nada mais.

Purificação!
Vitoria diante dos desequilíbrios mundiais
Conquistando o amor e compaixão.

Carlos de Campos
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