Escritas

Quando era outro

mgenthbjpafa21
Quando era exótico, jovem e hercúleo 

E a minha cabeça um mar de estrelas 

Tinha medo da rejeição 

Julgava ser má criação 

E nunca levei para a cama as tantas, 

Aquelas que desanimaste, desiludiste, 

Nem as que olá, me agarra, agora,

nem dessas, e nunca te despediste.


E ora sonho com as aberturas, 

A incompreensão e suas agruras. 

Um escrito de quando era pequenito, grande, bonito. 

Os Cumulus confirmam:  há muito, querido, tudo está dito.


Vou acrescentar que não entendia,

Que o Pedrinho e Eu tínhamos a atenção

O Pedro arrumou a garota mais linda da Falésia,

E ma entregou com um falso bilhete de também vou.


E eu que por vinte quilos não era o mais bonito,

Nunca entendi esse querido, falecido, maldito, 

Que hoje choro meu amigo lindo, de abraço

Que eu nunca transei com ela que me entregou de abraço.


Onde estejas Pedro, manda um soco de idiota para mim,

Fiquei com aquela maravilha sem pensar que eu poderia também,

Amar e acarinahar, cansei a coitada,

Dizendo que tu chegarias, enfim,

Estupidez não tem fim...numa única noitada.



Chegaste no dia seguinte, e muito lamento

Que a outro dado momento te tenha levado o vento.

E assim esse caminho de un niño de desatino…

Essa saudade de um amigo maior que meu curto destino.

 

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