À Noite, Eu e o Real
Renato Franklyn
Vou tomar um banho pra tirar o teu cheiro do meu corpo
Pois se no encosto da noite o sereno não vier
E uma desculpa me faltar pra justificar o molhado do rosto
Direi que não foi por vênus-mulher
Será pelos martírios dos ledos enganos
Solavancados pelos deformes da face da Lua
Que nos encobre as tristezas por debaixo dos panos
E em forte foice nua,
Crua,
Rasga o nicho das madrugadas de TV,
e janela,
e ditos poemas em aquarela,
e paródias teatrais de um personagem a se ser.
É o chamado balanço da realidade
Onde não se há desengano
Numa noite de frieza fria, de choro chorado,
Na fala do protagonista em dizer no mastigado da raiva
"Eu não te amo"
Pois se no encosto da noite o sereno não vier
E uma desculpa me faltar pra justificar o molhado do rosto
Direi que não foi por vênus-mulher
Será pelos martírios dos ledos enganos
Solavancados pelos deformes da face da Lua
Que nos encobre as tristezas por debaixo dos panos
E em forte foice nua,
Crua,
Rasga o nicho das madrugadas de TV,
e janela,
e ditos poemas em aquarela,
e paródias teatrais de um personagem a se ser.
É o chamado balanço da realidade
Onde não se há desengano
Numa noite de frieza fria, de choro chorado,
Na fala do protagonista em dizer no mastigado da raiva
"Eu não te amo"
Português
English
Español