Entre o arvoredo da solidão
Frederico de Castro

Entre o arvoredo da solidão pavimenta-se
Uma esperança poética…em ebolição
São como despojos de tantas palavras
Inspiradas e quânticamente hipnotizadas
Na redoma onde se esconde o silêncio
O tempo com arte engenho e requinte
Escraviza uma hora exaurida, tão execrável
Ali juntinho a um insolúvel lamento indomável
No território mais restrito das emoções
A manhã cresce e apascenta um verso
Uma estrofe inapelavelmente formidável
Qual cardume de prazeres tão inescrutáveis
Frederico de Castro
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