Escritas

Bendigo I

Rafael Ruiz Zafalon de Paula
Não é a passagem do ano que renova cada um de nós,
mas sinto que nada faz sentido senão,
para unirmos forças em prol do amor.

Bendigo minha mãe pelas vidas,
tão cativas e instintivas,
almas de pureza intuitiva.

Bendigo os amigos e momentos vívidos,
na memória de cada um de nós,
no coração que soa sua inigualável voz.

Bendigo as uniões e famílias,
nos enlaces e desatar dos nós,
também palpitam na mesma voz.

Bendigo as conquistas e utopias, os sonhos,
porque se não sonhássemos, nada faria sentido,
um sopro rouco e abatido?

Ora, digo-lhes!
Bendigo a cada um de vós!
E agradeço por junto ao meu,
pulsante,
saltitar a mesma voz!