Escritas

Abecedário

Rafael Ruiz Zafalon de Paula
Não há homem que não a jure bela
Tampouco a metonímia sobre ela
Todos olham nos sonhos dela
Amor para conhecer a doçura nela

Acordei cedo, vi brotarem as flores
Na janela, suspirei alguns amores
Então, semeando algumas flores
Degustei, nos sonhos, doces olores

Alice, borboleta na ponta do nariz
Falo dela, minha amada Beatriz
Suave e persistente como a atriz
Sem medo de ser feliz!

Então tudo em tempo parou
O sino em meu ouvido soou
Os calhamaços de rascunhos dobrou
A estrela que me guiava cintilou

Esboços do mais cândido vel
Rabiscos puros e cores no papel
Doces e sabores leves como mel
Estrela guia, meu céu!