Escritas

Murmúrios

Rafael Ruiz Zafalon de Paula
Murmurante, singela flor
Róseo tesouro campestre
Vistosa ao mestre
Boêmio, escrevia amor.

Encorpado, porém breve
Belo naquele sonho
Curando-me tristonho
Por fim, que celebra?

Fitarás os olhos meus?
Repulsa, sentiu em vão,
Posto que verás um dia.

Iluminada, estrela guia
Sentirás pulsante à mão
Profundo, nos olhos teus.