Escritas

Plaft! Plaft! Plaft!

Rafael Ruiz Zafalon de Paula
Tramas do passado
Tomados meus sentidos 
Chorosos cantos reprimidos
Titubeando desgovernado 

Plaft! Plaft! Plaft!

Sinhô, lapadas acolhem-me, por quê?
- Juras a ti faço, sou carinhoso!
- Desalegre? Estou com você!
Mas Sinhô, gotejo farto sangue , e por quê?

Plaft! Plaft! Plaft!

Sacou-me sangue fértil
Cativou-lhe um pajem 
Alforria, brasão e charque saboroso

Despercebido na terra estéril
Finei-me sob a paisagem 
Lacrimejando este vinho doloroso.