Escritas

Conseguida é a vida

mgenthbjpafa21
Só vejo brilho no teu olhar, senhora

Quando maquinas e mentes, Influencias, 

Somente sinto a tua satisfação, senhora

No prazer de iludir, controlar, tuas falências

Sempre quis que fosses gente, 

Sempre te tratei mal como as tuas perfídias

E és incapaz de ouvir a verdade 


Hoje és o iludir na idade

No volume do aparelho, 

No esqueci 

Não ouvi 

Eu sempre te quis e queri

E hoje sonho num acordar

Em que realmente te esqueci 

Ó senhora que há tanto que perdi, 


E o mais que me falta és tu, afogada em ódio 

Inconsciente a si mesma, 

Prosseguindo na mesma 


Para além de um braço, 

Presa num olhar baço 

Que apenas reluz na tristeza a que me conduz

Na mesquinha arte de enganar e tirar ainda que dando 

Num espírito partido pelo génio e propósito querido. 

A senhora que me quiçá me pariu, 

Que não é uma vaca para dar de mamar

Que não aceita amar sem dominar, 

Ainda que seja no discricionário desiderato 

Eu aponto e mando, esse é o trato. 


Comprou a certeza com o esforço, 

E nunca nunca admite que lhe dói o torço, 

Uma criança decidida numa vida conseguida.


Por quem os sinos da torre dobram. 

Por quem os mendigos da torn tree

E os amores perfeito crescem, amolecem, 

As violetas extravasam das prisões, 

E os cânticos se entoam em violões.


Eu não repico no sino, não vejo destino. 

Conto e canto um entretanto 

Um que me enche de espanto, 

Sem espaço para amar,

Um espanto em observar

Na epopeica certeza do que fica para contar.

Olho e vejo, presencio, sinto frio, olho incrédulo....
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