Esse subtil estado do ser
Frederico de Castro

A noite emaranhada num breu profundo
Deixa uma colectânea de emoções anónimas
Exilar-se em subtis gargalhadas tão axiónimas
Sem pseudónimo o tempo vasculha cada hora
Homónima florescendo entre o marasmo deste
Silêncio acrónimo, longânime e quase pirómano
É este o subtil estado do ser fadado ao radicalismo
Das memórias soezes, insinuantes…indecifráveis
Quais resquícios de tantos lamentos inescrutáveis
Deixo que a manhã pesquise nas ilusões matinais
Uma réstia de esperança prosaica e tão graciosa
Alimentando arfantes caricias sempre perigosas
O silencio promíscuo, vicia-se da solidão tão gulosa
Tatua a pele com um enxame de afagos furiosos
É a réplica quase absoluta dos desejos mais saborosos
Frederico de Castro
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