Escritas

A morte da alma

k11032003
Ela contorce retorce a alma

O fundo do peito vazio que me tira a calma.

Desacredita do amor na vida

Acredita na paz em morte,

Sussurrar em meu ouvido a faz parecer menos cruel.

Despir-me de todo meu eu a trás mais perto.

Zombar de minha imortalidade com rudes pensamentos é tolice!

O ego vazio de minha cama

O vento frio que me chama

A fogueira que deixou de acender minha alma.

Ela está aqui,posso senti-la!

É como o nada vagando em meu quarto,

É como mentiras lúcidas que me fazem acreditar que algum dia irá embora,

É como a luz que trás meu corpo até a vida.

Deixarei minhas lágrimas escorrerem por motivos falsos,os verdadeiros doeram mais!

A poeira solitária no espelho sem reflexo,

As janelas fechadas por arbítrio cego,

A faca afiada embaixo do travesseiro,

Minha semelhança com a atrocidade do medo me encoraja a ficar.

Todos parecem ser

Todos parecem estar

Todos se parecem

Não me pareço com todos

Gostaria de parecer!

Gostaria de ser a garotinha que corre pelo vale na imagem da parede!

Gostaria de conceder o amor ao pranto de meu severo coração;

Gostaria de mentir sem estar contando toda verdade.

Gostaria de me ter de volta,sei que ela não me embrulharia em um papel de presente listrado e daria-me a mim mesma no meu aniversário.

Sei de toda verdade sobre a morte,sem ao menos conhecê-la

O amor mentiroso da vida me faz abrir os olhos para mais um minuto de respiração.

Sinto meu peito implorando por misericórdia

Sinto minhas mãos frias se estremecerem

Sinto minha confusão delinear sentimentos vastos

Sinto-me mais distante a cada dia,faz parecer-te ironia se me encontro aqui

Quem disse que pra morrer preciso sair?