Coisas não são pessoas

Singelo, grande porém pequeno
O suficiente para encobrir.
Minha aversão aos demais
Reconhecida por ti.

Disseste luz,
usamos o indiferente
Para sermos unidos
Sendo parecidos por pouco.

Sente asco ao comum
Expelir de dentro toda
Ânsia, todo fogo.
E qualquer outra coisa,

Que insanamente desejamos
Pedidos sem dizer
Guerras sem armas
Poesias, que talvez
Sejam eu e você

Da mesma maneira
Que a pele queima
Para matar meus demônios
Eu queimo,
para matar os teus.
Ouça minha voz!

Tem hieróglifos nela
Litierses ceifa teus olhos
Os rouba de mim
Enquanto, a força supre.

Ganhos rápidos
Entre semi-mortes,
Entre metades de vidas
O dobro da inexistência:

A riscar as costas,
A angústia a escorrer,
O corpo a tremer
E eu, sem saber
Se deveria ir mais fundo
Ou ficar onde parei.

Sinto-me negligenciada
Aos meus próprios desejos,
Gritos na minha cabeça
Imploram pela permissão:

Consciente, inconsciente
De haver, de ser, de ter
O perigo está nos milésimos
Pôr na mesa seu prato,
Suas vontades, eu?!

Jogos suicidas mentirosos
Quem não gostaria
De se afogar em mim?!
Sabendo que rios assassinam.

-Autoral
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