SUSTENTAÇÃO

Pelas asas que não tenho, voo e vou
Vou em voo em pleno movimento
Nessa indefinida avenida de vento

Com o dinheiro que não ganho
Não logro, adquiro, almejo ou possuo
Descontinuado do que apago e apego

Dos males que não causo
Descanso a consciência em descaso
Não me culpando por não lhes ser dono

Aos valores que me dizem amar-me
Desarmo e fraciono o querer de pronto
Repartindo a alma por resposta
 
Entre as dádivas que me cabem
Quito-as à medida que posso
Para que me saiam mais caras

Mas ao tempo que me resta
Que não sei ser longo ou mínimo
Silencia a morte minha orquestra

Que este incondicional amor me siga
Em sua interativa sustentação
Mas não me cegue
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