OBSCURO

Há no mar um lado profundamente escuro
Porque a luz do sol ao fundo ali congela
Escura também é uma face da lua amarela
Escuro o firmamento
Escuro o ventre onde não lembramos ter estado
Escurecida a noite indecisa de olhos fechados
Imprecisas vão às cegas germinar o sono escorraçadas
No seio das covas preservando o sonho das raízes nas sementes

Iluminamos a banda escura da terra
No fogo das ideias descansamos as lanternas
Incineramos o desejo ardente pelo nascer fugidio da morte
Mas o mundo debela cruel diariamente apesar da fé
O clarear solitário do obscuro lado grotesco da gente
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