Escritas

Vácuo

Nilza_Azzi

Momentos em que alma vive estranha, 
aqueles sem o som de um mar de rosas, 
distante de outras horas venturosas; 
momentos em que luta, perde, apanha. 

Desastres naturais – porque curiosas 
são sempre as situações em que se acanha, 
enquanto o vergonhoso da façanha, 
resvala da poesia para a prosa. 

É vácuo, tão feroz em seu abalo, 
a força deste embate, enquanto calo 
o espanto de viver sem esperança.   

É, sim, um vento frio. Ele resseca 
os olhos que se voltam para Meca. 
A alma, mesmo morta, não descansa. 

Nilza Azzi
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