Escritas

Conclusões

A poesia de JRUnder

Olho a humanidade e no que ela se transforma
E chego a acreditar, na existência do inferno.
Essa sociedade, em no que ela me torna,
Faz de mim só gratidão, por saber não ser eterno.

Quando  a amargura,  nossa maior verdade,
Torna o amor em mero e mortal suplício,
Começo a entender que essa tal felicidade,
E mera promessa, lançada a esmo em comícios.

Se meu interior, luta  e busca a verdade,
Que tenha um sentido, no sangue que corre,
O passar do tempo e o avançar da idade,
Faz nascer muito pouco, pelo tanto que se morre.

Os dias que nascem e já sem esperanças
De outros melhores e de novas paixões.
Que por vida nova e não só de lembranças,
Sigam batendo os nossos corações.

Que a visão se apague e que a voz se cale.
E assim os desejos, deixem de existir.
E que a poesia nunca mais me fale,
Coisas de sonhos, que não quero ouvir.

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